(Desse jeito o blog vai virar um diário do meu relacionamento com a administração pública, mas acho bom contar quando a genta é bem atendida e tudo dá certo, já que muita gente adora reclamar que "nada funciona neste país".)
Meus pais viajaram no início do ano para os Estados Unidos. Minha mãe comprou uns lustres (herdei minha pão-durice dela, mas de uns tempos pra cá ela anda valente com as compras). A loja se encarregou de mandar entregar no Brasil.
Um monte de e-mails e oito meses depois, chegou a notícia que os lustres estavam no terminal de cargas do aeroporto de Confins. Meu pai consultou um despachante, que adiantou que cobraria um salário mínimo para cuidar do caso.
Desaprovei o despachante, porque lembram, a pão-durice... Consultei a internet, a mãe de todas as repostas, e achei rapidinho instruções da Infraero. Fiz umas ligações, confirmei uns procedimentos, e ontem meu pai, o Leo e eu nos mandamos para o aeroporto.
Confins, como bem diz o nome, é longe pra caramba. Gastamos o mesmo tempo indo e voltando e liberando os lustres (2 h para cada). Chegando no terminal, passamos na Receita Federal (para pagar o Imposto de Importação), na Receita Estadual (para pagar o ICMS) e na Infraero (para pagar a taxa de capatazia e armazenagem). Emitem as guias na hora, e meu pai pagou tudo no caixa rápido do Banco do Brasil.
Andamos de lá pra cá e de volta de novo, mas todo mundo que nos atendeu foi atencioso e paciente. E o moço da Receita Federal ainda lembrou que, se a gente olhasse as guias e achasse que o total dos pagamentos era uma loucura, podia sair correndo e largar a encomenda lá.
No fim das contas, as taxas e impostos dobraram o custo dos lustres. Mas como eu disse, minha mãe está valente.