segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O Pulo do Gato

Faz muito tempo que queremos morar no exterior. Sempre pareceu um sonho distante, daqueles que ajudam o tempo a passar a passar quando está chovendo, o ônibus está cheio e o trânsito não anda. Afinal, a família e os amigos estão aqui, os empregos estão aqui, entendemos a cultura daqui.

Para completar, o continente com o qual mais flertamos é a Europa, e nosso dinheiro vale bem menos lá. A possibilidade de "diminuir" nosso "nível de vida" nos parecia inadmissível. Viver sem carro, sem faxineira, em um "apertamento"? The horror!

Aí a ficha caiu e percebemos que isso era uma grande bobagem. Que um montão de gente vive sem carro, sem faxineira, em lugares pequenos, e ninguém morre disso, muito antes pelo contrário. Que o obstáculo era mental e que nós éramos mimados (que éramos privilegiados a gente já sabia). Que se simplificássemos nossa  vida, se diminuíssemos nossos custos, se não achássemos que a receita de sucesso era "carro do ano/guarda-roupa de grife/imóvel financiado", então as portas do mundo estavam abertas pra nós.

Simples assim.

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