sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Resistindo à "oportunidade"

A irmã I., que é muito chique, vai pros EUA fazer um curso de trabalho em março. Ok, na verdade ela vai dar o curso, porque ela é muito chique mesmo. Da primeira vez que ela foi, fiz um monte de encomendas (bolsa, tênis, maquiagem, produtos de beleza, porque lá é tudo mais barato mesmo) e ela, que tem a maior boa-vontade do mundo, trouxe tudo.  Dessa vez ela falou que vai, eu tive aquele ato reflexo de aproveitar a oportunidade, e... não consegui pensar em nada.

Fui nos sites que eu costumava namorar (e comprar pra entregar no endereço americano dela), mas nada me  tentou. Também não sei que malabarismo lógico eu ia fazer caso tivesse me interessado por alguma coisa, porque, afinal de contas, eu não estou comprando. (Pedir de presente de aniversário adiantado? Fazer uma cláusula no compromisso "nada de compras" - "somente válido no território brasileiro"? Pedir de presente de natal adiantado?)

Fiquei feliz, porque isso significa que estou conseguindo resistir à "oportunidade", que é um dos meus pontos fracos. Também significa que estou consciente do montão de coisas que eu - ainda - tenho.

Só não vou resistir a uma encomenda: um pacote gigante de M&Ms, por favor.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O Tempo Passa

É uma obviedade, eu sei. E também é uma verdade: o tempo passa, quer você faça suas escolhas ou não. Um, dois, cinco, dez anos depois, você pode ter um filho quase adolescente, ou uma graduação e uma pós, ou uma aprovação em um bom concurso, ou as fotos das viagens que você não deixou para depois. O tempo passa, e em 2016 eu vou ter 40 anos, quer eu tenha eu tenha feito o curso dos meus sonhos (Letras), aprendido a falar francês fluentemente, morado no exterior ou não. Eu sei que não é só escolher - é escolher e agir, mas sem a escolha o agir nunca chega.

O tempo passa, quer você faça suas escolhas ou não. Mas se você não fizer, o tempo passa e você fica.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Desapego da beleza

Acho que a maior mudança na minha vida aconteceu quando descobri que não precisava ser bonita. A partir daí, várias "verdades" nas quais eu acreditava foram ralo abaixo.

Quando eu era adolescente e jovem adulta, achava importantíssimo andar na moda, me maquiar, ler revistas femininas e acompanhar as tendências. O que não me impediu de passar em vestibulares na UFMG, ser boa aluna de direito (e depois de comunicação), ser eleita oradora da turma e arrumar um bom emprego. Então, longe de mim dizer que preocupação com a aparência e inteligência não combinam.

Só que uma hora percebi que eu gastava muita energia/tempo/dinheiro com a obrigação de ser bonita. E decidi testar o que ia acontecer se eu largasse mão da maquiagem, das luzes do cabelo, dos sapatos de salto e das roupas justas. Minha jornada está lá no Ludmilismos e gente, foi ótimo. Em uma palavra: libertador.

Tendo descoberto que eu não precisava ser decorativa, fiquei pensando que outras mensagens da mídia e da sociedade eram suspeitas. Que outras barreiras eram auto-impostas. Que outras receitas de felicidade não funcionavam para mim.

Aí cheguei na licença do trabalho, na diminuição do consumo, no minimalismo. Tudo se encaixando tão bem, tão sem esforço, nessa nova eu que não liga mais para os desfiles da estação e para os lançamentos de beleza. E, olha que engraçado, que agora "se acha" mais do que "se achava" antes.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O Caso do Escambo

A irmã I. esteve fazendo uma limpa no armário dela também. Quando ela veio nos visitar no fim de semana, aproveitou e trouxe uma calça e várias camisas sociais para ver seu eu queria.

A calça eu quis; as camisas ela já tinha me emprestado um tempo atrás, eu já tinha usado, enjoado e devolvido (sim, rola toda uma circulação de peças entre nós). Nem deixei a irmã I. levá-las de volta - botei na pilha de doações e esta semana mesmo elas seguirão seu caminho.

O que a irmã I. levou na mala foram vários vestidos e um casaquinho que ela experimentou e aprovou. Eu gosto de vestidos em teoria - na prática, uso mesmo é calça comprida, que é confortável e permite que eu me sente em cima das pernas na cadeira, que me esparrame no chão sem me preocupar e que role na grama se a ocasião surgir.

O armário ficou mais vazio e eu fiquei feliz.

PS: e não é que eu achei O Noivo da Princesa, o livro sobre cuja perda eu tanto choraminguei? Estava dentro do armário, guardadinho. Eu me lembrava de tê-lo colocado na pilha de livros a serem destinados - e não me lembrava de ter mudado de ideia e tê-lo devolvido à estante. Moral da história: na hora de se desfazer das coisas, pode confiar em você mesmo. O que for realmente importante você vai manter.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Loca loca loca

Que eu amo meu Kindle todo mundo (menos Luiza, que está no Canadá) está cansado de saber.  Mas confesso que nem tudo são flores. Tenho sofrido de:

1) falta de horas de sono. Vou pra cama levando o bichinho, que é tão leve e ergonômico e agradável, e vou lendo "só mais um capítulo" até passar da meia-noite.

2) excesso de opções. Baixei e comprei um monte de livros, e agora fico pulando de um para outro e lendo três ao mesmo tempo sem terminar nenhum.

3) falta de exercício. Eu e Leo estávamos caminhando juntos todos os dias. Agora a gente chega do trabalho, cada um agarra seu Kindle e nem lembra que tem calçadas lá fora.

4) síndrome de abstinência. Um dia esqueci o aparelhinho no serviço e fiquei me sentindo meio vazia até a manhã ia seguinte.

Não estou dizendo que todo mundo  (menos Luiza, que voltou do Canadá) vai ter ter esses efeitos colaterais. Mas fica o alerta.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

E as liquidações de começo de ano?

Li em algum lugar que "a promoção é o ópio do pão-duro". A carapuça serviu. Eu sou aquela pessoa que acha que comprar o que quer que seja por uma fração do preço é um ótimo negócio. Ainda que as compras sejam botinha de camurça lilás (verdade), trench-coat jeans (oi?) e calça branca (juro).

A verdade, obviamente, é que tudo que eu comprar por metade ou um terço do valor (sem entrar no mérito sobre se o preço original era aquele mesmo) e não usar é dinheiro jogado fora, não economia. Eu, que adoro as palavras "oportunidade" e "promoção", tenho de ficar esperta.

Em 2012 não vou ter problema com as liquidações de início de ano: não estou comprando nada, ponto. Seria uma boa oportunidade caso eu estivesse precisando de alguma coisa, mas não preciso. Estou perfeitamente equipada para trabalhar, passear e viajar. Já me preocupei ir usar roupas bonitas e coloridas no escritório; hoje não me preocupo. Tenho três calças sociais, quatro pares de sapatos baixos, várias camisas de botão, um monte de casaquinhos (seis, na verdade: esse número precisa ser diminuído urgentemente), tudo sóbrio, confortável e elegante (eu acho).

A irmã I. vem me visitar no fim de semana. Ano passado, ela veio na mesma época e eu a levei para um tour de lojas em promoção (o que resultou na aquisição de um grande número de pares de sapatos). Esse ano ela não corre esse risco.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

As baixas do caminho

Quem se muda deixa os amigos para trás, geograficamente falando. Então, toda vez que volto à minha cidade de origem, ligo e mando e-mails e combino encontros.

Da última vez, acabei não dando notícia para uma de minhas amigas mais antigas. Desde que saí de BH, temos nos encontramos uma, duas vezes por ano. Eu gosto dela, a gente se conhece há muito tempo, mas estamos indo por caminhos cada vez mais diferentes. Fiquei com preguiça, sabe? De contar os meus planos e lidar com o espanto. Ou de não contar e a amizade ficar falsa. Resolvi desatar os laços e deixar o contato ir ficando cada vez mais fraco.

O engraçado é que, ao mesmo tempo em que eu desistia da convivência com uma amiga, outra amiga, por sua vez, sumia do mapa. Dei perdido aqui e ganhei outro acolá. Ah, o universo. Esse brincalhão.

(Chris, se você ler esse post e ainda quiser ser minha amiguinha, me manda um e-mail, tá?)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A Grande Aventura

Então no final de 2013 a gente pede licença, fecha o apê e se manda por três anos. E por enquanto é só isso que está certo.

Porque ficamos mudando de ideia. No começo eu fazia questão de estudar pelos menos seis meses de francês na Sorbonne. Depois vi que em Lyon era muito mais barato. Depois adiamos a data, então espero estar fluente em francês até lá.

E eu queria fazer um mestrado na França. Aí o Leo me perguntou se eu queria mesmo ou era só um dos meus ataques de esnobismo horrível. Porque, se pensarmos bem, universidade boa e pública a UnB também é.

Então pensamos em ficar viajando o tempo todo. Ou em nos estabelecermos em cidades legais por alguns meses entre uma viagem e outra. Ou em aprender outras línguas, e então as cidades legais teriam de ser na Espanha ou na Alemanha.

Em suma: no final de 2013 a gente pede licença, fecha o apê e se manda por três anos. E por enquanto é só isso que está certo.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Desfazendo o ninho

Nos mudamos para Brasília há mais ou menos um ano e meio. Acho que posso dizer com segurança que o que  não foi usado até agora não será usado mais, certo? Exemplo em tela (riri): três quadros ainda embalados em plástico-bolha.  E outros cinco pequenos que se recusam a ficar grudados na parede com fita dupla face por muito tempo. 

Recolhendo os quadros pela casa, botando tudo perto da porta de entrada para doar para o bazar da igreja e levar para o brechó de móveis, tive um momento de melancolia, confesso. Me lembrei de uma época em que tudo que eu queria era sair da casa dos meus pais e montar meu próprio canto. Naquele tempo, qualquer cacareco doméstico me enchia de alegria. Eu acumulava itens que um dia preencheriam meu lar. E agora  estou passando pelo processo contrário.

Mas coisas são só coisas. Embora os quadros tenham enfeitado meu primeiro apartamento por seis anos, e talvez sejam símbolos da minha independência, na verdade a independência está comigo e na capacidade de me sustentar por conta própria, tanto em questão de grana quanto de cabeça. 

Os quadros são lindos, mas o futuro é mais.  

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Minimalismo pra quê?

Para desfazer do supérfluo e concentrar no essencial.
Para descobrir o que preciso de verdade.
Para descobrir o que amo de verdade.
Para ser leve.
Para ser livre.
Para mudar de emprego, de endereço, de vida.
Para pegar a estrada menos usada.
Para perceber que eu me basto.
Para voar.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Experiência que eu recomendo: brechó

Então eu acho que minhas coisinhas são lindas e preciosas e que não posso abrir mão delas de jeito nenhum. Aí eu vou a um brechó arrumadinho achando que pelo menos vou fazer dinheiro com elas. E descubro que: 1) boa parte delas o brechó não quer, porque não tem saída/é verão ou inverno e as minhas coisinhas são quentes ou frescas demais/o estado de conservação é menos que perfeito e 2) o brechó vende minhas coisinhas por metade/um terço do preço original, e dessa metade/um terço eu levo 50%.

É uma experiência em humildade, gente. Recomendo. Porque nessa hora dá pra ver que nossos objetos não são tão lindos e preciosos assim. Que roupa, bolsa e sapato não são investimento, como as revistas de moda insistem em dizer. E que, se brechós vendem coisas por metade/um terço do preço original, então brechó é um ótimo lugar para fazer compras.

E é mesmo. Então fico pensando que, quando a gente voltar dA Grande Aventura e formos remontar um lugar para viver - isso se não formos para um flat mobiliado, que no momento me parece a melhor opção -, eu não vou comprar nada novo. Ok, talvez talheres e roupa de cama. Porque Brasília, gente, é O LUGAR dos brechós, das garage sales e dos topa-tudo.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A Pequeno-Burguesice Disso Tudo

Eu tenho perfeita consciência de que o projeto todo é um luxo. Resolver se desfazer de bens porque os tem em excesso é coisa de quem tem bens. Decidir guardar dinheiro para passar um período sem trabalhar é coisa de quem tem dinheiro. Optar por parar de comprar supérfluos é coisa de quem compra supérfluos.

Sim, percebo que somos privilegiados.

E estou fazendo o possível para não abusar.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Desapego no guarda-roupa

A Débora perguntou, em um dos comentários, o que são muitas roupas para mim. É uma ótima pergunta. Tenho pensado a respeito desde o meio do ano passado. Na minha cabeça, tem funcionado assim:

1) toda roupa que eu não uso é demais. Ponto. Eu sei que muitas roupas estão ligadas a belas memórias, mas roupa não é souvenir - é roupa, gente. E se eu não uso, ela não tem utilidade. Passo pra frente.

2) toda roupa que eu uso pouco (duas vezes por ano, por exemplo) é demais. As  moças escutam que "a regra" é ter um vestido diferente para cada festa, e o resultado é um guarda-roupa cheio de lindos, caros e inúteis modelitos. Enquanto isso, os moços botam o mesmo terno do último evento, trocam a gravata se estão de bom-humor, e tá valendo. Inspirada nos moços, separei dois vestidos de festa pretos - um longo, um curto - e me livrei de todos os outros.

3) toda roupa que eu tenho multiplicada é demais. Eu não preciso de dez calças jeans, vinte camisetinhas ou  cinco vestidinhos. Estou escolhendo os meus preferidos - ok, meus dois ou três preferidos - e darei fim ao resto.

4) toda roupa que só combina com uma peça específica é demais. Sabe aquele sapato X que só funciona com a barra da calça Y? Esses foram os primeiros dos quais eu me livrei.

Usando esses princípios, eu já despachei várias sacolas. Mas ainda tenho um bom caminho a percorrer. O mais difícil para mim não é deixar de comprar, mas abrir mão do que eu tenho. Fico imaginando "e se um dia eu precisar?".

Aí respondo para mim mesma: "se um dia você precisar, aí você saí e compra, boba".

* * *
Em termos práticos: eu tinha cinco portas de armário de roupas e sapatos. Agora tenho três, e algumas gavetas estão vazias. Aliás, este post está me inspirando a fazer uma limpa na coleção de cardigans (eu tenho  cinco, cada um de uma cor) e na gaveta de roupas de ginástica (sabe aquelas pessoas que se sentem virtuosas por terem roupas de ginástica, mesmo sem fazer ginástica há tempos? Prazer.)

Inspirações? Aqui:
- um guarda-roupa de 30 peças;
- um guarda-roupa de 10 peças.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Boletim natalino

Natal e consumo aqui no Brasil andam bem juntinhos, né? E como em 2011 eu queria me livrar de objetos (ao invés de recebê-los!), achei que ia passar uns apertos. Mas que nada.

Primeiro porque o natal é uma ótima época para fazer doações. Participamos de duas campanhas e despachamos um par de tênis novinhos do Leo, um monte de camisetas e uma gaveta inteira de material escolar.

Segundo porque avisamos para as famílias que, se alguém quisesse nos presentear, preferíamos itens digitais e/ou consumíveis. E combinamos com os irmãos que, no próximo natal, não trocaremos mais presentes. Vamos usar a grana para fazer um programa juntos, o que vai ser muito mais legal.

Terceiro porque alguns dos presentes que demos foram coisas queridas que a gente não queria jogar fora ou vender, mas dar para quem as apreciasse (o que a irmã D. acha muito biltre, mas eu discordo).

No fim das contas, ganhamos bastante chocolate e vales-compra generosos que serão convertidos em muitos livros digitais (das únicas pessoas que acreditaram que a gente realmente queria itens digitais e/ou consumíveis: minhas irmãs). Demos nossa coleção inteira de DVDs para o tio que adora filmes e nossa coleção completa do Machado de Assis para o meu pai, ávido leitor.

Os chocolates foram comidos, os vale-compras estão virando livros, e nossa casa está mais vazia. Bom demais.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O Noivo da Princesa

Desde o meio de 2011, eu já dei, vendi, doei, larguei e repassei roupa, sapato, pijama, maquiagem, creme, perfume, livro, DVD, material escolar, roupa de cama, roupa de banho, mala e outros que eu não estou  lembrando aqui. E não senti e falta e não me arrependi de ter eliminado absolutamente nada. A não ser... a não ser O Noivo da Princesa.

O Noivo da Princesa é um livro muitíssimo bom do William Gold. Eu li o de uma colega na 7ª série, pedi de natal no mesmo ano, emprestei para as irmãs e amigos, escrevi para editora pedindo uma cena que estava faltando (orientação dela própria), recebi a resposta e guardei lá dentro.

Quando eu estava fazendo a grande faxina de livros, por alguma razão misteriosa ele entrou na dança. E só percebi quando a irmã I. respondeu ao meu oferecimento de livros (tô doando, digam logo se querem alguma coisa!) pedindo O Noivo da Princesa e ele já era.

E nem lembro para onde. Pode ter sido para uma biblioteca, pode ter sido para o Sebinho, exceto que eu liguei lá e eles não tinham (mais?). Aí fui investigar e descobri que a edição está esgotada, que a versão americana tem uma capa diferente e muito mais feia, que os disponíveis na Estante Virtual tem avisos do tipo "livro amarelado. E um pouco sujo".

Então O Novo da Princesa se foi para sempre. Das trocentas coisas das quais eu me livrei, ele é a única que eu queria de volta.

Se a gente pensar, é um índice muito positivo (um em trocentos). Mas não adianta, vou ficar imaginando que um dia vou encontrá-lo de novo.

Como num suonho dentuo de um suonho.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Como faz?

Eu comecei me livrando dos objetos pessoais que eu usava pouco ou de que não precisava. É simples: se você tem poucas roupas, poucos sapatos e poucos cosméticos, sua rotina fica fácil e rápida. Com o tempo que sobra, você pode descansar, passear, ler, encontrar os amigos. Ou dormir (sempre uma opção válida).

Lá em 2010, decidi que eu não queria mais ser decorativa. Os sapatos de salto, as roupas desconfortáveis e os produtos de beleza foram para o fundo do armário. Então, em 2011, eu estava pronta para me livrar deles. Muito foram doados, outros foram para um brechó, alguns os amigos quiseram. Resolvido.

Essa parte foi fácil. Difícil foi despachar aquilo que ainda combinava comigo. Como roupas que obedeciam às minhas novas exigências. Como toalhas e lençóis. Como livros.

Combinavam comigo, mas estavam sobrando. Não preciso de seis gavetas de roupas e quatro de sapatos. Não preciso de um armário cheio de roupa de cama e banho. Quanto aos livros... bem, isso é outra história.

O meu método não é esvaziar um espaço de uma vez. O que eu faço é ir visitando periodicamente uma gaveta/armário/quarto. Cada vez eu tiro um tanto de coisa. Alguns dias depois, percebo que não precisei nem senti falta. Aí volto para eliminar outra camada.

É incrível como a gente tem objetos. É chocante como eu gosto de juntar tralha. Nesse assunto, o Leo é muito superior: ele não pensa duas vezes para dar fim às coisas. Eu estive bloqueando essa tendência dele (como assim, jogar essa caixa/agenda velha/DVDs usados fora? Dá aqui que eu guardo!), mas agora estou deixando que ela corra solta.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Retrospectiva 2011

Em 2011 eu aderi ao minimalismo, decidi mudar de vida, viajei muito, fiquei em albergue, fui a show, adotei leitor digital, estudei francês, fiz muitos planos, doei um monte de coisa, vendi roupa em brechó, fui promovida, virei madrinha do primeiro sobrinho, cortei gastos, juntei dinheiro, li muito, namorei muito e fui muito feliz.

Nada mal. Nada mal mesmo.