domingo, 15 de janeiro de 2012

Desfazendo o ninho

Nos mudamos para Brasília há mais ou menos um ano e meio. Acho que posso dizer com segurança que o que  não foi usado até agora não será usado mais, certo? Exemplo em tela (riri): três quadros ainda embalados em plástico-bolha.  E outros cinco pequenos que se recusam a ficar grudados na parede com fita dupla face por muito tempo. 

Recolhendo os quadros pela casa, botando tudo perto da porta de entrada para doar para o bazar da igreja e levar para o brechó de móveis, tive um momento de melancolia, confesso. Me lembrei de uma época em que tudo que eu queria era sair da casa dos meus pais e montar meu próprio canto. Naquele tempo, qualquer cacareco doméstico me enchia de alegria. Eu acumulava itens que um dia preencheriam meu lar. E agora  estou passando pelo processo contrário.

Mas coisas são só coisas. Embora os quadros tenham enfeitado meu primeiro apartamento por seis anos, e talvez sejam símbolos da minha independência, na verdade a independência está comigo e na capacidade de me sustentar por conta própria, tanto em questão de grana quanto de cabeça. 

Os quadros são lindos, mas o futuro é mais.  

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