Recolhendo os quadros pela casa, botando tudo perto da porta de entrada para doar para o bazar da igreja e levar para o brechó de móveis, tive um momento de melancolia, confesso. Me lembrei de uma época em que tudo que eu queria era sair da casa dos meus pais e montar meu próprio canto. Naquele tempo, qualquer cacareco doméstico me enchia de alegria. Eu acumulava itens que um dia preencheriam meu lar. E agora estou passando pelo processo contrário.
Mas coisas são só coisas. Embora os quadros tenham enfeitado meu primeiro apartamento por seis anos, e talvez sejam símbolos da minha independência, na verdade a independência está comigo e na capacidade de me sustentar por conta própria, tanto em questão de grana quanto de cabeça.
Os quadros são lindos, mas o futuro é mais.
É preciso coragem, hein.
ResponderExcluirBj
Rita