Eu tenho perfeita consciência de que o projeto todo é um luxo. Resolver se desfazer de bens porque os tem em excesso é coisa de quem tem bens. Decidir guardar dinheiro para passar um período sem trabalhar é coisa de quem tem dinheiro. Optar por parar de comprar supérfluos é coisa de quem compra supérfluos.
Sim, percebo que somos privilegiados.
E estou fazendo o possível para não abusar.
Check.
ResponderExcluirLud, sabe, concordo. Mas a gente tambem não precisa se sentir culpado por ser privilegiado a ponto de poder escolher fazer uma viagem ou escolher parar de comprar ou escolher vender/doar nossas coisas. Ou então vamos doar tudo e virar monge, pronto.
ResponderExcluirOi, Emília! Olha, não é se sentir culpado, é ter consciência do privilégio. No meu caso, essa consciência faz com que eu evite o mimimi classe média e valorize o que tenho. E que pague bem a faxineira e vote a favor do aumento dos porteiros do meu prédio. E que, escrevendo essa frase, dê-me conta mais uma vez de que eu tenho faxineira e porteiros - cara, eu sou praticamente uma princesa.
ExcluirBeijos!
Concordo, concordo. Sempre leio o Classe Média Sofre (não sei linkar, então segue http://classemediasofre.tumblr.com/ ) para tomar consciência de que somos muito privilegiad@s por termos tanto à disposição e tão pouco a oferecer aos que não tem.
ExcluirPara isso eu doo o que quero pq quero, e não o que "sobra pq está estragando/estragado". E assim, desejo comprar menos mesmo. E vou me virando e fazendo combinações e uso de coisas nunca antes apreciadas. E limpando o que sujo, sem reclamar. E pagando melhor, e sendo menos crítica. E me sentindo a melhor bolacha do pacote, pq estou pensando e agindo melhor (eu acho né? rs).
beijo,
ADA