sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A Chateação de Hugo Cabret

Ontem vi A Invenção de Hugo Cabret, do Scorsese. Achei o começo e o fim chatos e previsíveis; gostei do meio, que fala de cinema e tem o Ben Kingsley. Nota? Dou 5 e meio.

Achei que a Chloe Grace Moretz, que faz a Isabelle, se saiu bem.  E olha que eu costumo não gostar de crianças atuando.  O Asa Butterfield, que faz o Hugo, é detestável. Ele tem cabelos sedosos, pele de porcelana e lindos olhos azuis, mas interpreta com o nariz: toda vez que está emocionado, triste ou com medo, suas narinas palpitam. E só.

Aproveito para falar mal também dos filmes em 3D. Vi  Hugo na versão normal, e o resultado são tomadas longas e dispensáveis que tá na cara que só servem pra mostrar elementos pulando da tela. Aliás, dá pra perceber quando um filme tem pretensões tridimensionais sem ninguém avisar, né? As tais tomadas longas e dispensáveis entregam.

Outro detalhe que me incomodou é que, nos filmes originais do Méliès mostrados no Hugo, as moças tem pelos nas axilas (claro - o lugar é a França e a época são os anos 30). Mas, quando os filmes do Méliès aparecem sendo feitos, sua musa e esposa vive com os braços erguidos, e ela não só está depilada como provavelmente usa Dove Anti-Manchas. Ou seja, vamos ser um filme de época, mas só até um certo ponto. Meu feminismo palpitou, igual ao nariz do Hugo.

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