quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Minimalismo nas opções

Como eu disse, eu adoro uma oportunidade. Isso também se aplica à vida. Sou aquela fulaninha que escuta que saiu um edital de concurso, que existe um curso novo na universidade, que o chefe vai iniciar um projeto e se agita toda. O problema é que não há horas no dia que dêem conta de tudo o que eu quero fazer, e nem forças neste corpinho. Resultado: me empolgo demais, me canso rápido, e logo que surge outra novidade largo o que estou fazendo aqui para ir remexer lá. Gasto energia, tempo e não chego a lugar nenhum.

Eu me divirto, é verdade. Mas estou ficando totalmente desmoralizada perante o eleitorado. O Leo já nem reage quando conto para ele meu último plano, seja fazer um mestrado ou aprender alemão. Ele sabe que é só garganta - e que na semana seguinte já vou estar pensando em entrar no balé para adultos ou em um grupo de trabalho no serviço.

Então estou seriamente considerando aplicar o minimalismo às minhas escolhas de vida. Me decidir por um rumo só e ir por ele, firme e forte. Focar no que planejei para 2012: praticar o minimalismo, fazer economia, estudar francês.

Não acho que vai ser fácil. Eu me agarro às possibilidades como me agarrava aos objetos. Fico pensando no amanhã ao invés de viver o hoje e o agora.

Se o minimalismo me ajudar a ter foco, vai ser fantástico.

5 comentários:

  1. Nossa, Lud! Que sintonia! A minha principal meta do presente é ter FOCO.

    Eu defini isso no fim do ano passado e venho em esforçando, nem sempre com sucesso, mas melhorando um pouquinho de cada vez.
    Meu principal problema não eram nem os planos mirabolantes não. Era meu cérebro hiperativo e a falta de foco mesmo. Por exemplo, na internet, eu ficava sempre com email e twitter abertos, e ia lendo blogs, tumblrs etc. Mas o problema é que a internet te leva a ler tudo fragmentado. Então eu lia um e-mail, deixava pra responder depois, lia metade de uma reportagem e deixava ela aberta pra ler o resto depois, aí voltava pro twitter, lia duas coisas... Dessa maneira, eu nunca lia com foco um texto só. Agora, me pus como regra ler cada coisa de uma vez, e só parar quando terminar, ou nem começar. Sem contar que eu não fico mais com twitter aberto. Eu entro lá de vez em quando.

    Esse problema ia pra vida também... Por exemplo, eu dirigindo, com música tocando, mas pensando nos problemas do trabalho, ou no livro que estou lendo e tal. Comecei a reparar que eu não prestava atenção nem na música, nem no caminho... E nem nos meus próprios pensamentos, que ficavam meio dispersos, sabe como?

    Isso é principalmente ruim quando você está fazendo algo que precisa de concentração, como: trabalhar, dirigir, jogar tênis, ler um livro.

    Como eu falei no começo deste imenso comentário, é muito difícil e nem sempre eu consigo, mas estou cada dia melhor, e o resultado é que meu desempenho no tênis, no trânsito e no trabalho melhoraram e meu stress diminuiu. Lindo, não?

    Beijão!

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  2. Hehe, se vc conseguir ser minimalista com seus projetos megalomaníacos, ia ser muuuito legal (e provavelmente mais efetivo tb). O problema é a culpa que a gente sente por todas as outras opções que estão lá fora, soltinhas, soltinhas dando sopa...

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  3. Ai Ludmila, eu sei exatamente o que você sente. Eu fui, sou, mas estou tentando não ser mais essa pessoa sem foco, que não dá continuidade em nada.

    Eu fiz uma faculdade de 4,5 anos e não exerço. Eu quase choro só de lembrar. Hoje faço ADM. E aplico no meu dia a dia o que 'aprendo'. Fiz ingles, queria fazer alemão (na época da primeira facu), mudei para francês, desisti, penso direto em fazer espanhol, e francês só quando ADM acabar.

    O que é isso? É ser hiperativa demais sabe? Exatamente como a Fernanda comentou, bem explicado, e bem parecida com minha realidade. Somos muitos dispersos em nossa era. Temos que resolver mil coisas ao mesmo tempo. E no fim, parece que não fizemos nada, não estamos satisfeitas com nada, e queremos sempre mais, geralmente aquilo que não está ao nosso alcance.

    Devo ter lido em algum lugar (olha só, não lembro hihihi) que nós devemos ter um só objetivo anual; em outro lugar, quatro, um para cada área da vida (profissional, espiritual, emocional, familiar).

    Acho mesmo que quando eu só respiro e respeito a minha atividade do momento, fico menos estressada. E termino mais feliz, parece que com o sentimento de dever cumprido. Eu faço listas, para não perder as ideias, e as esqueço até a hora de processar aquilo. E não sofro tanto mais.

    Boa sorte aí. Fica pensando em uma coisa só, e você vai ter mais sucesso no minimalismo, no pão-durismo (brincadeira), e no francês. Ah, o francês.


    Beijo,

    ADA

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  4. Oi, Fê! Que bom que você está conseguindo manter o foco. E ainda tem isso que você falou: o stress diminui! É ganha-ganha!

    Dani, a gente tem de ser realista, né? Melhor um projeto realizado e muitas escolhas soltinhas na vida do que muitas escolhas soltinhas na vida, ponto!

    Ada, nem me fale de faculdades não exercidas. Eu fiz duas (10 anos na faculdade!) e não exerço! Quer dizer, a partir do ano passado comecei a usar o Comunicação, sim. Mas foi pura sorte (lugar certo na hora certa).
    Enfim: eu acho que com foco E paciência a gente consegue. Vamos lá, uma língua por vez. Que tal você fazer espanhol, eu fazer francês, e depois a gente troca?

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  5. hummm vc por acaso é geminiana? parece mt com meu marido =)

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