terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Eu e a moda, a moda e eu

Já gostei muito de acompanhar tendências, ler revistas, ver desfiles, conferir programas e blogues de moda. Aí veio uma época em que me revoltei com as expectativas da sociedade em relação às mulheres e abandonei totalmente, junto com a maquiagem e os saltos altos.

Primeira surpresa: fora minha mãe, ninguém mais ligou ou reparou. Segunda: deixar de me preocupar com o que eu - e os outros! - estavam vestindo me tornou mais feliz. Terceira: percebi que a moda, hoje, no Ocidente, é uma fabriquinha de criar desejos de consumo. Toda hora surge um produto novo, um outro estilo, uma tendência diferente - se bobear, você fica por conta. E minimalismo e consumo responsável vão na direção contrária, né?

Então hoje em dia eu sou parecida com os personagens da Turma da Mônica. Estou sempre usando o mesmo tipo de roupa: calça, camisa, sapatilha. É confortável, adequado (para o meu dia-a-dia) e eu acho bonito. E que acaba ficando coerente - uma reunião surpresa nunca vai me pegar de saia vermelha balonê. (Nada contra as saias vermelhas balonê ou quem as usa - elas só não combinam comigo.)

Acho elegante essa coerência. E acho ótimo as pessoas se lembrarem do que eu disse e não do que eu estava vestindo.

2 comentários:

  1. Oi Lud,
    Nos últimos tempos tenho me preocupado em ter no guarda-roupa peças funcionais, confortáveis, básicas que sirvam tanto para o trabalho como demais ocasiões. Nunca fui de acompanhar revistas de moda e sempre busquei roupas que fossem práticas.

    Apesar de não seguir a moda, no último ano engordei e agora sinto dificuldades de encontrar roupas do meu tamanho. A moda é realmente uma fabriquinha de desejos de consumo e o pior disso, é que deixa a maior parte das mulheres à margem destes desejos.

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  2. Naelyan,
    e ainda tem isso, né? A moda exige que você tenha um determinado corpo ou tamanho se quiser acompanhá-la. Mais pontos negativos pra ela!

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