segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Não compro mais

Economia e minimalismo são duas das estratégias que estamos usando para alcançar nosso objetivo. Em outubro do ano passado, percebemos que eliminar o consumo supérfluo ajudava nas duas. E pronto, decidimos: além de comida, produtos de limpeza e remédios, não compramos mais nada desde então.

Ok, compramos os Kindles e presentes de natal. Os primeiros foram uma ótima aquisição e já se pagaram muitas vezes: com ele, consegui me desapegar de minhas pilhas de volumes, que estão sendo distribuídos entre bibliotecas, sebos e amigos, e pude pedir vale-compras de presente, que se transformaram em inúmeros livros digitais. Sem falar que já estou imaginando a maravilha que vai ser viajar por aí com um monte de guias de viagem e obras temáticas de história e ficção guardadinhos em 170 gramas (é o que ele pesa. Sim, é incrível). Os segundos foram necessários para manter os laços afetivos (mas já estamos convencendo as pessoas a transformar futuros presentes em experiências).

Eu não era de comprar muito, mas confesso que no começo estranhei um pouco. Quase caí no papo de uma botinha linda, sem salto, na promoção. Resisti e, hoje, não sinto falta. Juro. Talvez porque eu tenha passado por uma fase consumista em 2009 e percebido que objetos, depois da primeira empolgação, não me fizeram mais feliz; talvez porque eu não tenha filhos e, portanto, nenhuma vontade de dar-lhes "o que eu nunca tive". 

Ou talvez porque eu seja uma pão-dura das maiores mesmo.

6 comentários:

  1. Parabéns, porque sei que estás conseguindo. Eu ainda não. Te contei da minha leitura de Walden (Thoreau) não? O primeiro capítulo, Economia, é tudo que eu queria ler e precisa saber. Você devia também (passei aqui só para te empurrar mais essa leitura hehe). Eu não sei quanto tempo ainda vou aguentar levar essa vida de compras. Acho que no fundo, espero uma grande mudança, como você teve (de moradia). Vou ter essa oportunidade em alguns anos e hoje comecei meu novo projeto, um blog de inspirações minimalistas futuras.

    Acredito que a tua ponderação sobre 'filhos' é bem relevante aqui: eu acho que filhos em geral despertam o desejo pelo consumo numa família, desde crianças até o início da vida adulta. Depois, já com um curso de graduação no início, e um pseudo-emprego, os jovens tendem a segurar mais a carteira e tal. Mas estou descartando os extremos ok? Sejam eles de ordem cultural, financeira, ideológica, etc.

    Um beijo e um desejo de boa sorte.

    Ada

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  2. Vixe, é muito difícil não comprar quando há crianças em casa. Hoje eu comprei pijamas por que eles cresceram e muito. As calças do pijamas viraram calças corsário. Meias e sapatos só duram uma estação... E ainda tem os brinquedos que eles querem ter, mas que nós já explicamos que é só no Natal e aniversário que compramos. O que eu acho mais difícil é deixar de comprar coisas para mim... O inverno aqui tá terminando e as roupas de inverno entram em promoções desleais com meu espírito (ainda) pouco minimalista. Hoje por exemplo comprei 4 peças básicas que estavam com 75% de desconto... Não consegui resistir... No fim de semana vou fazer um limpa no guarda roupa para me redimir... :/

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  3. Oi, Ada! O Walden tá minha lista de leituras. Com a sua recomendação, subiu para o primeiro lugar!
    Uma mudança de vida (de emprego, de endereço, de família), de fato é uma oportunidade para pensar diferente. Mais legal ainda se, como você, o planejamento começa com bastante antecedência. Deixa o endereço do seu blogue pra gente visitar!

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  4. Oi, Liliane! Fica triste não, porque tudo é um processo (com recaídas, inclusive)! Limpa no guarda-roupa é uma ótima ideia: aí você vai ver se realmente precisava das peças novas que você comprou, e pensa em uma estratégia para o futuro!
    Muito legal os seus filhos ganharem presentes só no natal e no aniversário. Comigo também era assim e eu curtia demais. Acho que crianças que tem montanhas de brinquedos nem valorizam tanto... sem falar que, às vezes, a imaginação é a melhor forma de se divertir!

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  5. Aqui está: http://my-minimalist-desire.blogspot.com/

    (Lilly é meu pseudônimo, por outro blog que trata de um assunto mais sério para mim, a obesidade)

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  6. O kindle foi minha revolução na vida também. Mas vou te dar uma dica que envolve consumir pra sua aventura pela Ásia: invista num celular com sistema operacional Android. Mas tem que ser um certificado pelo google, pra ter acesso à AppStore.

    Por que? Você baixa o google maps e o trip advisor. Mágica: GPS com Informações turísticas instantâneo! Nossas viagens mudaram 180º depois disso. Está numa cidade estranha, vê um prédio que parece antigo e quer saber o que é? Use o GoogleGogles que ele te diz.

    Acabou de andar Nova Delhi inteira e quer um restaurante que tenha um banheiro aceitável? Abre o Trip Advisor que ele te diz os melhores, em ordem de proximidade e culinária.

    Está perdida num Zouk de Marrakesh? Abre o GPS e descobre o caminho praquela mesquita rapidamente.

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