terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Simplificando espaços

Eu não acho que um ambiente minimalista tem de parecer um espaço estéril, todo em superfícies reluzentes em preto e branco. Mas também tenho achado que menos é mais e, em consequência, estou tentando diminuir a quantidade de objetos puramente decorativos em nossa casa.

Pouco a pouco, vou guardando vasos sem flores, caixas vazias, candelabros que não acendemos, taças coloridas que só servem para juntar poeira. Ficam em exposição as lembranças que trouxemos de viagens - um hábito que já eliminamos, inclusive.

Acabei achando que fica mais fácil de ver as coisas assim. Às vezes a gente decora tanto um quarto que nem consegue prestar atenção nos objetos individuais.

Outra consequência da arrumação é que fico imaginando que vai herdar meus tesouros. A triste verdade é que adornos são extremamente pessoais. Desconfio que vou gastar uma grana transportando tudo para minha cidade natal somente pra ver as vítimas, quer dizer, os beneficiados torcendo os narizes para meus negocinhos. Por outro lado, vendê-las em um brechó de artigos do lar dá tão pouco dinheiro que me parte o coração (vejam bem, não é vender as coisas que me deixa mais triste - é não receber um bom tutu por elas!).

Ai, esses problemas de gente rica.

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