quinta-feira, 29 de março de 2012

Aprendendo a desistir

Eu sou totalmente a favor de batalhar, insistir, lutar contra as dificuldades e tentar melhorar sempre. Mas, de uns tempos pra cá, ando pensando se essa é mesmo a melhor política para todas as situações. Ninguém é perfeito. Todos nós temos limitações. Então, vale a pena ficar batendo cabeça eternamente?

Vou dar um exemplo: eu e a direção. Minha trajetória de motorista foi longa e dolorosa. Demorei pra tirar carteira, tinha medo de me perder, nunca peguei estrada, exterminei retrovisores. Sofria dirigindo. Depois sofria porque tinha parado de dirigir. Fiz até tratamento para a ansiedade.

E sabe o que aconteceu? Ao invés de ter voltado a ser motorista, deixei de dar bola para o assunto. Não tenho mais vergonha de dizer que sou pedestre. Ando a pé, de ônibus, de táxi, e principalmente com o marido (dei sorte, confesso).

Tem dia que eu fico impaciente com a demora do coletivo? Tem, claro. Também não fico feliz quando chove. Mas não me preocupo com trajeto, trânsito, manutenção, abastecimento. Vou lendo no ônibus, toda pimpona. E ainda tiro onda de ecológica.

E não sooofro. Isso é o principal.

4 comentários:

  1. Lud, onde te escrevo pra contar do intercâmbio de linguas? tem email? bjs

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  2. Lud, eu até gosto de dirigir, mas bem de vez em quando e por lazer. Tô tão acostumada a ser pedestre, que um dos fatores decisivos na escolha do apartamento atual foi transporte público acessível. (E por acessível, te digo que tem uma estação de metrô praticamente na porta do prédio, além de um ponto de ônibus. Carro, pra mim, só pra fazer compra grande de mercado ou viajar. Me viro super bem sem!

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  3. Nossa, Lud.

    Ser pedestre em Brasília não é para os fracos! Admito, aqui na Mauritânia estou dirigindo cada vez menos - e não porque me tornei pedestre. Ando sempre com o marido ou o motorista. O trânsito aqui é muito maluco, e em caso de acidente, eu sendo mulher e estrangeira, estou ferrada.

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  4. Oi, Camila! É bom ser pedestre às vezes, né? A gente vê a paisagem, as pessoas...

    Carol, confesso que moro perto do trabalho (não dá pra ir a pé porque não tem calçada o percurso todo, mas de ônibus é rapidinho), do ponto de ônibus, do supermercado... aí fica fácil, mesmo em Brasília!

    Beijos

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