terça-feira, 20 de março de 2012

Meus móveis e eu

Então às vezes eu acho que minha casa é linda, que meus móveis são divinos e que deviam valer uma fortuna no brechó de artigos do lar. De fato, mobiliar uma casa não custa barato. Mas, cá pra nós? Se eu deixo de considerar o mobiliário com olhos de mãe e uso os de compradora potencial, percebo que eles não estão assim tão reluzentes. Quase todos já passaram pelo árduo processo de mudanças (alguns, duas vezes). Todos têm no mínimo 8 anos (que é a idade do meu casamento), sendo que alguns passam (bem) dos dez.

Isso não quer dizer que eu me desfaria deles caso fosse continuar morando por aqui. Mas a avaliação me ajuda a perceber que eles não representam exatamente uma perda irreparável. Os estofados estão perdendo o viço, os metais e as madeiras sofreram uns arranhõezinhos, e até o colchão, com suas molas encapadas individualmente, não é mais a mesma coisa.

Então, vamos nos desfazer dos móveis mesmo. Quando voltarmos, provavelmente iremos para um apart-hotel. Depois que decidirmos onde queremos morar nos anos seguintes, aí sim, vamos nos preocupar com móveis. Aposto que a gente vai preferir um apartamento pequeno e funcional, e então vamos precisar de coisas diferentes. E talvez em quantidade muito menor.

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