Com o tempo, fui desenvolvendo uma teoria mais razoável: o objetivo do presente é deixar o receptor feliz. Logo, se o presente provoca no receptor vontade de chorar, é praticamente uma obrigação desse último trocá-lo por algo que o deixe feliz (principalmente se o presente for uma obra de auto-ajuda da seção dos mais vendidos).
Também não tenho pudor em passar para frente um presente novinho. Puxa, se eu já tenho/não me serve/não gostei, e é a cara (ou chega perto) de um(a) amiga(o), acho que é a solução mais ecológica (e econômica, claro). Não sou mala a ponto de dar uma peça de roupa fora do prazo de troca, mas o resto eu ponho na roda.
Agora surgiu um novo dilema: estou desmontando minha casa. Tenho muitas (ok, algumas) cousas belas que acho que as pessoas gostariam. No começo, pensei em sair distribuindo. Depois percebi que ia dar trabalho e gerar ciúmes e talvez minhas coisinhas queridas não seriam valorizadas (afinal, caíram do céu). Aí tive a ideia de transformar os objetos realmente bons em presentes.
O primeiro deles foi uma linda coleção completa do Machado de Assis. Estava nova, custou caro, e era grande e pesada - logo, alvo preferencial na minimalização (já que agora eu tenho a versão eletrônica). Pensei que seria um ótimo presente de natal para o meu pai, que adora ler. E não é que a irmã D. achou a manobra muito biltre?
O que não impediu meu pai de gostar muito mais do meu presente do que do dela (uma camisa). O interessante é que, se eu tivesse ido ao sebo e comprado exatamente a mesma coleção em condição pior, ela não teria suspirado em reprovação. Irmã D. não entende que dar aos outros o que escolhi para MIM é prova da mais alta consideração.
Logo, não acho que transformar objetos belos e em perfeito estado em presentes seja ruim. Mato dois coelhos "com uma só caixa d'água": minhas coisinhas ficam em boas mãos, e não gasto tanto, o que ajuda nas nossas economias. Por exemplo: tenho uma bolsa em verniz bordô muito linda, comprada em euros e usada pouquíssimas vezes. Sei quem vai gostar mais dela do que de algum presente aleatório comprado na véspera do natal.
Também não tenho pudor em passar para frente um presente novinho. Puxa, se eu já tenho/não me serve/não gostei, e é a cara (ou chega perto) de um(a) amiga(o), acho que é a solução mais ecológica (e econômica, claro). Não sou mala a ponto de dar uma peça de roupa fora do prazo de troca, mas o resto eu ponho na roda.
Agora surgiu um novo dilema: estou desmontando minha casa. Tenho muitas (ok, algumas) cousas belas que acho que as pessoas gostariam. No começo, pensei em sair distribuindo. Depois percebi que ia dar trabalho e gerar ciúmes e talvez minhas coisinhas queridas não seriam valorizadas (afinal, caíram do céu). Aí tive a ideia de transformar os objetos realmente bons em presentes.
O primeiro deles foi uma linda coleção completa do Machado de Assis. Estava nova, custou caro, e era grande e pesada - logo, alvo preferencial na minimalização (já que agora eu tenho a versão eletrônica). Pensei que seria um ótimo presente de natal para o meu pai, que adora ler. E não é que a irmã D. achou a manobra muito biltre?
O que não impediu meu pai de gostar muito mais do meu presente do que do dela (uma camisa). O interessante é que, se eu tivesse ido ao sebo e comprado exatamente a mesma coleção em condição pior, ela não teria suspirado em reprovação. Irmã D. não entende que dar aos outros o que escolhi para MIM é prova da mais alta consideração.
Logo, não acho que transformar objetos belos e em perfeito estado em presentes seja ruim. Mato dois coelhos "com uma só caixa d'água": minhas coisinhas ficam em boas mãos, e não gasto tanto, o que ajuda nas nossas economias. Por exemplo: tenho uma bolsa em verniz bordô muito linda, comprada em euros e usada pouquíssimas vezes. Sei quem vai gostar mais dela do que de algum presente aleatório comprado na véspera do natal.
Sempre quis usar a palavra "biltre"
ResponderExcluirOi, Ashen Lady! Quem ressuscitou o "biltre" lá dos confins das palavras esquecidas foi a irmã I. E ela usa mesmo, inclusive conversando. É tão simpático que a gente adotou.
ResponderExcluirGente, tô perdida!!! COmo ser minimalista num aniversário de amigos em um sushibar carérrimo???? Malu
ResponderExcluirE o que o seu pai achou do presente recauchutado? ele soube que era e ele entendeu a questão?
ResponderExcluirMalu,
ResponderExcluiro jeito é jantar em casa antes e pedir um copo d'água (ok, um drinque) no sushibar.
Se seus amigos são legais, conte que você está economizando. Se são babacas (e aí é caso de repensar os amigos), diga que você fez promessa (dieta não adianta, porque peixe cru é mega saudável, né?)
Gabriela,
claro que meu pai não ficou sabendo que era um presente recauchutado! Aí é que está a biltrice da coisa!