sexta-feira, 20 de abril de 2012

Revistas femininas e eu

Faz um tempo que estou evitando revistas femininas, porque acho que elas incentivam loucamente o consumo e valorizam demais a mulher jovem, magra, bela, de cabelo liso etc. Mas assino uma revista feminina americana e uma francesa: serve para praticar o idioma, aprender termos coloquiais e ver um pouco do dia a dia lá fora. Elas custam mais barato do que as nacionais, mesmo com o frete, e não dá comprar as coisas que elas anunciam mesmo.

Até um tempo atrás, eu achava que elas tinham alguns conteúdos interessantes, especialmente a francesa, já que naquelas bandas a concepção do papel da mulher na sociedade é um pouco diferente (a luta contra o machismo está mais avançada por lá. Santa Simone de Beauvoir conserve!). Só que não durou: a americana virou o baluarte das subcelebridades de reality show, e a francesa está cada vez mais modinha-colunas-assinadas-por-homens-dizendo-como-as-mulheres-devem-se-comportar.

Tanto a revista americana quanto a francesa que eu assino, apesar de razoavelmente diferentes (embora ficando cada vez mais parecidas) fazem parte da mesma franquia: a Glamour. Ela já teve seus tempos áureos: foi a primeira revista americana a ter uma mulher negra na capa, nos anos 60, por exemplo, e sempre lutou para ampliar e proteger os direitos reprodutivos femininos. Hoje ela fez extensas entrevistas com Kim Kardashian, Kelly Osbourne (a filha do Ozzy),  e Lauren Conrad (???).

Então eu tive sentimentos dúbios quando soube que uma edição brasileira estava prestes a ser lançada. Que versão ia chegar aqui? A combativa ou a consumista?

Eu não comprei, é claro, inclusive porque não estou comprando (as revistas foram assinadas antes da decisão, e daqui a pouco elas param de chegar, o que até vai me deixar feliz, porque não estou dando mais conta do tanto de propaganda, tanto nas páginas de publicidade quanto nas "matérias"). Mas parece que não é grande coisa não.

2 comentários:

  1. Lud, assina a MS.!!!

    http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2011/11/ms-revista-feminista-que-fez-historia.html

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  2. Maria,
    ótima ideia! Vou ver se consigo assinar pela internet!

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