domingo, 27 de maio de 2012

Cara a cara com o minimalismo

Agora que descobrimos que podemos sair do nosso apê alugado a qualquer momento, eu e Leo estamos seriamente pensado em nos mudarmos para um lugazinho menor e mais barato (ou menos caro, porque Brasília, sabem como é). Coerência, por favor: se estamos dispostos a morar em um studio em Paris, torcer o nariz para o equivalente brasileiro seria puro esnobismo.

Semana passada fomos visitar um condomínio de apartamentos de um quarto na Asa Norte. Agradamos. Ele é um pouco mais longe do trabalho, e não fica em um bairro arborizado e agradável como a superquadra em que a gente mora hoje, mas a diferença de preço é chocante: um terço do apartamento atual! Pensem na economia! (Eu penso.)

Os flats que visitamos são bem pequetitos mas, como bem aponta o Leo, o ambiente foi planejado para seus escassos metros quadrados. Então temos portas de correr, armários em várias superfícies, gavetas debaixo da cama... Cada centímetro é bem aproveitado. E é novinho, um grande diferencial: aqui em Brasília, o que se vê de cozinhas e banheiros das décadas de 60/70 não está no gibi.

Depois de superar o choque inicial (as fotos fazem o lugar parecer MAIOR do que é, juro), simpatizei:





Embora a queda vertiginosa nos gastos habitacionais seja tentadora, o que mais me atrai na mudança é a possibilidade de descobrir se o nosso discurso minimalista é sincero mesmo - ou só borracha. É fácil falar em viver com pouco morando na casinha bacana cheia de espaço e móveis.

A realidade de um quarto e de um banheiro vai mostrar quem sabe brincar e quem desce
pro play.

8 comentários:

  1. Bom dia! Não esqueça de avisar a imobiliária com trinta dias de antecedência!

    Estou nesse dilema,embora em menor escala, deixar uma casa imensa e mudar para um apartamento minúsculo em outra cidade, talvez o apartamento tenha 15% do tamanho da casa. Não consigo decidir! E ainda terei que manter a casa até conseguir vender.

    Fiz uma experiência de um ano, mas com poucos dias usufruindo local pequeno, e penso ser possível, mas muda toda a logística. Até para cozinhar é difícil e lavar roupas nem pensar no apartamento, sequer tenho máquina.

    Todas essas tentativas são válidas, embora deem um nó na cabeça.

    Abraços

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  2. Conheço.E estou seriamente pensando em me mudar para ai ano que vem qdo acaba meu contrato só pra ficar mais perto da Unb. É realmente pequeno (moro em um 2 quartos), mas mais perto da vida que eu quero levar.

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  3. Ziula,

    pode deixar que eu vou me lembrar de avisar a imobiliária, rs.

    Essas mudanças são trabalhosas mas desafiadoras e recompensadoras, não é mesmo? Para me mudar para o mini-flat vamos ter que dar destino a praticamente tudo que temos e ficar com o básico mesmo. Por outro lado, não vai ser para sempre.

    E essa é a melhor vantagem das mudanças: quase nenhuma delas é eterna. Se depois de uns tempos no apartamento pequeno você decidir que não é a sua, sempre há a possibilidade de, com calma, procurar um maiorzinho. E como você não vai ter quase nada, rs, vai ser fácil fazer a mudança...

    Boa sorte na decisão!

    Daniela,

    então, você não quer alugar esse segundo quarto do seu apê para um simpático e sossegado casal, não? Rs.

    Beijos,
    Lud

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  4. lud, tenho certeza que voces vao se acostumar rapidinho! o que importa numa casinha e' a beleza, nao o tamanho. e a beleza e' uma vela na estante, uns livros bonitos, uma pipoqueira, uns imas na geladeira! as visitas ficarao mto felizes em dormir na sala e torceram para que o futon sobreviva 'a mudanca : )

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  5. Eu achei uma graça o apartamento!!

    www.organizando.org

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  6. Já morei nesse condomínio, assim que cheguei em Brasília. São apenas 25m2!!! Na verdade, não me adaptei ao espaço tão pequenino e sem divisórias (a kit em que eu morava não era divida como esta da foto), e ficava super incomodada por dormir e acordar olhando para a cozinha...
    Fiquei uns seis meses e acabei me mudando para um apto de 1 quarto, pequeno também, mas pelo menos não dormia na cozinha! :-)
    Outra coisa que me incomodou foi o fato de ficar um pouco longe do ponto de ônibus, já que eu não dirigia na época.
    De qualquer forma, acho que vale o teste, tendo em vista os planos de largar tudo.
    Boa sorte!

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  7. Oi, Eliane!
    o apartamento é pequetito mesmo, mas acho que o fato de ter uma divisória ajuda. Acho que vai ser uma viagem de auto-conhecimento, rs...

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