terça-feira, 22 de maio de 2012

Fazendo dinheiro com as coisinhas que não queremos mais

Como decidimos fechar a casa e correr para o abraço, temos que dar destino à montanha de objetos que compõem um lar. Um monte de coisas, principalmente objetos pessoais, foi (e vai ser) doado. Quanto aos móveis, eletrodomésticos e utensílios domésticos, a coisa é um pouco mais complicada.

O primeiro impulso foi doar tudo e pronto. Mas o realismo bateu: 1) montar um apartamento não custa barato; 2) vamos ficar um tempo grande sem trabalhar. Logo, além de selecionar alguns objetos (poucos!) e guardá-los para um futuro longinquo, também é uma boa tentar apurar uma graninha com o que a gente possui.

Há algumas opções. A primeira é levar tudo para um brechó de artigos do lar. Eles colocam preços acessíveis e costumam vender rápido. O ponto positivo é que buscam os móveis na casa da gente e têm uma boa ideia dos preços de mercado. O ponto negativo é que a comissão do brechó é 50% sobre venda, ou seja - no final, você apura uns 25% do valor original. 

Aqui em Brasília também dá para contratar pessoas que organizam garage sales ("família vende tudo"). Eles vêem à sua casa, colocam preço nas coisas, recebem as pessoas e realizam as vendas. A comissão dessa turma é menor - 20% sobre as vendas -, mas não há garantia que tudo seja vendido. As garage sales costumam durar um único fim de semana, e a gente tem a impressão que fica muito bagulho para trás. (Não que a gente possua bagulhos, mas enfim.) Além disso, o transporte dos móveis fica por nossa conta. 

Uma terceira alternativa é o garage sale permanente. Pela internet, descobri um moço que tem um galpão no Lago Sul e permite que você exponha lá os bens que quer vender. Ele orienta na hora de dar preço e cobra os mesmos 20%. De novo, o transporte é por sua conta. 

A última e mais trabalhosa opção é fotografar tudo, levantar preços, fazer um blogue ("Lud e Leo vendem tudo") e começar a assediar os amigos, colegas e vizinhos. Essa tática promete ser mais lucrativa, mas demanda mais esforço e talvez estremeça algumas amizades.

Nada que recebê-los no interior da França não resolva, né?

8 comentários:

  1. faz o blog!

    se em tanto tempo vcs não venderem, apelam pras outras opções...!

    :-)

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  2. Voto pela última opção. E certeza que vou achar várias coisinhas que me interessem. Como um liquidificador novo ou uma mesa com cadeiras :p

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  3. Apoiada a última opção! Planejando com essa antecedência, vcs conseguem vender. Não vejo por que estremeceria amizades!... Por vender coisas que vcs ganharam de amigos? Já pensaram em trocar também? Sei que vcs não querem acumular mais coisas, mas talvez possam fazer trocas interessantes. Eu tenho tentado vender algumas coisas que eu não uso; os móveis até agora deu certo (uma cama, duas cadeiras). Mas o secador de cabelo não conseguia de jeito nenhum, anunciei no facebook, em fóruns de beleza, não conseguia vender nem trocar por algo que eu gostasse - e ele foi caro, quase 200 reais. Aí outro dia a noiva do meu irmão me deu dois vestidos super legais que ela não usava, em perfeito estado, e uma maquiagem; perguntei se ela queria o secador e dei pra ela em troca. :) agora só falta vender meu vestido de formatura - esse tá osso e não queria vender pra brechó porque pagam muito pouco! Ah, o Couch Surfing grupo de Sâo Paulo tem uma lista só de classificados pra vender coisas. Veja se o grupo de Brasilia tem ou se vc mesma não pode criar um! As cadeiras que vendi anunciei lá (de quebra ainda ganhei uma professora de francês e um casal de amigos :) Facebook também é bom pra anunciar.

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  4. Isabella,
    eu acho que vou fazer isso mesmo. Até porque eu acho que "fazer um blogue" é a solução para qualquer problema!


    Daniela,
    infelizmente a gente não tem liquidificador, mas talvez eu possa te interessar em um forno elétrico, rs. Ah, e a nossa mesa com cadeiras é lindona. E prática. E confortável (não estou fazendo propaganda ainda, imagina).

    Emilia,
    sim, por vender presentes que ganhamos de amigos, ou coisas que não se comportem como o esperado. Sabe como recomendam que você não venda seu carro usado para chegados? Porque eles vão te ligar reclamando de qualquer problema - inclusive se a gasolina acabar, rs. Por outro lado, como a gente vai sair do país mesmo... Alguém aí quer comprar ações da ponte Rio-Niterói?
    Ótimas as ideias do Couch Surfing e do Facebook! Vou adotá-las.

    Beijos para todas!

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  5. Lud, já tentou o mercado livre?
    O irmão do Roberto criou uma conta e vende de tudo por lá. Vendeu uma coleção de miniaturas de carro, vendeu uma guitarra, um amplificador, um celular, um boné importado. De tudo... Ele gosta e recomenda.
    Beijão!

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  6. se o precinho for camarada e tiver alguém pra trazer pra sampa sem custo, me interesso pelo forno elétrico (é forninho?) :)

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  7. Fê,
    Mercado livre é outra boa opção! Vou anotar.

    Emilia,
    olha, é um fornão... desses que cabem tabuleiros grandes e pizzas inteiras. É esse aqui, ó: http://www.walmart.com.br/produto/Eletrodomesticos/Fornos/Suggar/11673-Forno-Eletrico-Suggar-42l--220V#productDetailsTitle

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  8. Lud,

    Há 5 meses descobri seu blog (e os antigos também), através do blog da Lola, que fez referência a sua liberdade recente das amarras da vaidade imposta socialmente.

    Eu não vou para o outro lado do mundo e por isso não precisaria me desfazer de coisas. Mas eu quero.
    Conheci você por outro motivo, aquele da vaidade, mas o seu empenho com minimalismo estava super coerente com meu momento de vida também. A descoberta da sensação de liberdade, ao me livrar de algo de que não preciso, mas que ocupava espaço na minha vida, foi incrível.
    Moro com meu pai e é um plano morar sozinha tão logo a faculdade acabe ou eu possa bancar essa ideia. Daí, comecei a pensar no inferno que seria a minha mudança com aquelas coisas todas já inúteis pra mim.
    Essas faxinas, além dos efeitos práticos no meu cotidiano, foram parte da minha jornada de descoberta de quem eu sou. Filosófico demais? Não rs. Agora eu sei do que eu realmente gosto e preciso.

    Obrigada por dividir a sua jornada.

    Um Beijo,
    Pâmela.

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