sexta-feira, 4 de maio de 2012

Filhinhos

Quando a gente fala que não quer ter filhos, as pessoas 1) acham que é uma fase e que uma hora vamos mudar de ideia e 2) tentam nos convencer a mudar de ideia.

Olha, eu dou o maior apoio para quem quer ter filhos (vai que eu tô te vendo). Mas não quero, obrigada. Quando me dizem que filho é "a melhor coisa do mundo", eu acredito, juro. Só não pra mim.

E nem acho que criança impede nosso estilo de vida: vejam aqui um casal que viaja de montão com o filho pequetito. O Felipe fez dois anos na Transmongoliana - estão entendendo o nível da coisa?

6 comentários:

  1. nao acho que vcs vao mudar de ideia, acho que voces *podem* mudar de ideia! mas acho que vcs tem mesmo que defender a causa. eu que sou preguicosinha nao defendo nao :)

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  2. Ai , como eu entendo ! Quando eu falo que não desejo ser mãe , as acusações vão de monstra egoísta a alguém que quer aparecer sendo diferente .... nem sei avaliar o tanto de inveja pura e o tanto de mesmice de pesamento que domina as pessoas a ponto de não se conformarem com minha decisão !

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  3. Para mim, a única razão válida para se ter filhos é desejar ser mãe/pai. Racionalmente, não tem nada que justifique, dá uma trabalheira, sai caro, etc, etc. Se você não tem vontade, não precisa se justificar, que isso só diz respeito a você e ao seu marido.

    Mas se permita mudar de ideia, se a vontade de ser mãe aparecer.

    Eu sempre faço a analogia que ter filhos é como uma viagem: a mais radical de todas, não tem volta, você nunca mais vai ser a mesma e será desafiada todos os dias a continuar mudando.

    Ainda sobre viagens, eu admiro muito esse pessoal que viaja com criança pequena. Sou uma viajante sem frescura, mas ainda não me animei a ir a outro lugar que não fosse a praia com a minha filha de 1 ano e meio.

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  4. Visitei o site do Felipe e adorei o astral do casal viajandão. Acho que dá pra ser bom dos dois jeitos: com ou sem filhos. E não suporto essa patrulha de que tem que ter filhos yada yada. Tive porque quis e adoro meus pequenos, mas acho muita falta de noção "cobrar" isso de quem quer que seja. Beijocas!

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  5. Super me identifiquei. Sou solteira, não sei se deixarei de ser um dia. Mas filhos biológicos estão cortados dos meus planos. Adotar, acho muito mais plausível se um dia meu instinto materno gritar o bastante - veremos.

    Não vejo a maternidade como fundamentalmente vinculada à gestação, pronto. E não vejo nada de mais alguém escolher não ter filhos. Liberdade, ainda que tardia :D

    Mas se eu digo algo assim, as pessoas olham com aquela carinha de piedade - 'tadinha, é só uma fase' 'ela ainda vai aprender'.

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  6. Também me identifico e também fui, sou e, pelo visto, serei eternamente bombardeada com perguntas e acusações por nunca ter tido o desejo de ser mãe. É curioso ver como uma escolha que tenho todo o direito de fazer pode incomodar e até ofender tanta gente, inclusive quem mal me conhece. E mais curioso é ver como uma pessoa que mal me conhece acha que tem o direito de me interrogar e me aborrecer (infelizmente para ela, eu tenho o direito de mudar de assunto, ou deixá-la falando sozinha...)
    O livro "Comprometida", da Elizabeth Gilbert, tem um capítulo falando só sobre isso e é muito interessante - sim, é a autora de "Comer, Rezar e Amar", que parece que virou um filme debilóide (não perdi tempo assistindo, ainda bem.) Ganhei o livro de Natal, olhei para ele com certa desconfiança, li e gostei muito. Têm muita coisa interessante ali, que merece a leitura e uma reflexão a respeito. Recomendo!
    Alexandra

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