quinta-feira, 14 de junho de 2012

Amadurecendo, só que no sentido contrário

Uma coisa que a gente escuta bastante quando conta dos nossos planos é algo do gênero: "a ideia é boa, mas eu não tenho mais idade pra isso!". E eu acho engraçado. Porque só agora, aos 36, é que eu cheguei à idade pra isso.

Antes dos 20, eu era fresquinha e quadrada. Imagina vender-tudo-pedir-licença-e-sair-viajando. Acho que eu teria uma crise de ansiedade só de pensar na possibilidade. Quando a irmã D. quis fazer intercâmbio, no segundo grau, eu fiquei impressionada com a coragem dela. Nunca acampei, e a primeira vez que fiquei em um albergue foi no ano passado.

Sim, eu precisei amadurecer para encarar uma aventura. Ganhar coragem, confiança e desapego.

Mas sem esquecer o dinheiro guardado, as vacinas necessárias e o seguro-saúde.

8 comentários:

  1. pois é, acho que somos parecidas. eu já viajei muito sozinha - tem gente que não faz isso, então eu já me sinto razoavelmente corajosa por ter feito isso vááárias vezes -, mas também demorei pra criar coragem pra fazer muita coisa que o povo faz tipo, na época da faculdade...

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  2. ah, e eu era super careta aos 20 anos. nossa! sou muito melhor hoje, juro. também nunca acampei mas por preguiça mesmo, ahahaha, mas fico em albergue numa boa (embora hoje em dia eu prefira um quarto individual no albergue, mas é puro comodismo "eujátenho35anosnãotenhomaissacopraquartocoletivoejátenhogranaprapagarumindividual").sabe, Lud, vc tem me inspirado muito. Vc e outros viajantes que, na nossa idade, se lançaram em aventuras, sabáticos e o escambau. Na Argentina conheci um Italiano que tirou um sabático (ok,ok, o emprego dele é garantido por lei quanto ele voltar, mas mesmo assim) e ficou 6 meses naARgentina estudando espanhol e flanando. Eu estou, numa escala beeeeeem menor, repetindo a idéia também. Mas ainda não tive a coragem de me lançar em algo mais ousado tipo 6 meses, um ano, largar emprego, etc. VAmos ver. :)

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    1. Emilia,
      eu acho que não tem idade para tirar um sabático, rs - mas é importante saber o que se espera dele. Minha irmã tá pensando sobre isso. Vou pedir para ela escrever um post a respeito aqui.

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  3. Concordo, concordo e concordo! Lud, adoro seu blog, já o acompanho há algum tempo (desde o Ludmilismos), mas é a primeira vez que comento. Eu também era muito mais careta aos 20 anos do que sou hoje, aos 41. Tive duas experiências morando em outro país e acho que a última, com 34 anos, foi infinitamente mais rica, proveitosa e divertida do que a anterior, na adolescência. As pessoas adoram fazer comentários "nada a ver", é assim mesmo e sempre será. Principalmente quando a gente quer fazer algo que foge às expectativas - convencionais, engessadas, nada criativas... - dos demais.
    É engraçado ver como temos várias coisas em comum: sempre quis estudar francês e finalmente comecei, em 2011, também sou casada e meu marido e eu nunca tivemos o desejo de ter filhos, sou cada vez mais minimalista na vida e não uso sapatos desconfortáveis nem que me paguem!
    Lud, desejo a você e ao Leo boa sorte com os preparativos, com a viagem, com tudo!
    Alexandra.

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    1. Alexandra,

      muitas coisas em comum mesmo! Só falta você dizer que não vive sem chocolate!

      Obrigada pelos votos de boa sorte!

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    2. Amo o chocolatinho 70% de cacau da Kopenhagen - embalagem pequena, minimalista(rs), que cabe em qualquer lugar. Até numa kit 25m quadrados!Bj. Ale.

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  4. Lud, eu era mais intrépida há alguns anos atrás do que sou agora e já viajei bastante, me meti em encrencas e porgramas de índio, conheci muita gente legal, tive experiências inesquecíveis. Antes eu ficaria num quarto coletivo, por exemplo, mas hoje em dia prefiriria um individual se tivesse opção. O que me chama atenção nisso que vcs estão fazendo é que é algo que os dois querem. Vocês dois estão num momento parecido e estão de acordo em relação ao que querem para vocês e eu acho isso muito bacana. Acho que tem por aí muitas pessoas que se sentem exatamente como você mas abrem mão de fazer coisas que desejam porque têm um marido que está vivendo em outro ritmo, filhos que não seadapatariam a certas mudanças, etc, etc. Não acho que essas coisas sejam impedimento, mas às vezes só a gente tá no clima e ninguém mais, né? Acho que muitas pessoas que fazem esse tipo de comentário na verdade gostariam muito de poder fazer isso que você está fazendo mas sentem que não dá e aí tentam te fazer se sentir mal por isso, só para elas não sentirem que estão perdendo alguma coisa. No meu trabalho estou cansada de escutar "Mas você não sabe como é, você não tem filhos...", como se, por não tê-los (pelo menos por enquanto), eu fosse preguiçosa, folgada ou a minha vida fosse um mar de rosas. Algumas pessoas simplesmente se irritam porque eu posso viajar para um lugar romântico nas férias, chegar em casa e ler um livro em silêncio, ter tempo pra mim, enfim, as pessoas se irritam e tentam fazer com que eu me sinta mal por isso. "Espera você ter filhos pra ver o que é bom..!" é uma fala irônica e muito comum, infelizmente. Então com a mudança de vida de vocês acontece a mesma coisa.
    Na verdade, o bacana é cada um fazer com a sua vida o que acha melhor. Nessa, a gente tem que tomar muito cuidado para não expôr nossa opinião e nosso sofrimento em relação às escolhas que fizemos de uma forma agressiva. Tudo bem que por aí muita gente não sinta que tem mais idade pra isso, mas ao falar dessa forma as pessoas muitas vezes estão expressando de forma velada uma série de crenças e críticas. Gente mal resolvida é dureza, né? Viva e deixe viver!

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    1. Marina,

      é, eu e o Leo demos sorte de estar em um momento parecido. Acho que faz diferença mesmo.

      Estou tendo cuidado pra não fazer o contrário: achar que quem escolheu a vida convencional é infeliz e não sabe, rs. Viva e deixe viver!

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