terça-feira, 31 de julho de 2012

Férias e Pequena recaída já controlada

Tiramos uns dias de férias e viemos para BH. Aproveitamos para dar destino às 7 caixas (não muito grandes) que tínhamos despachado para o apartamento dos meus pais e que estavam empilhadinhas na área de serviço deles.

As 7 caixas não muito grandes estavam cheias de coisinhas das quais não quisemos nos desfazer, porque tinham um certo valor afetivo, como uma roupa de cama toda trabalhada que minha mãe trouxe do Nordeste e tolhas bordadas à mão que ganhamos da mãe do Leo. Em outras palavras, objetos que não dá pra repor depois, e que podem ser úteis quando voltarmos. Como não queremos deixá-las sem uso  durante 3 anos, distribuímos entre as famílias e dissemos para as mães irem usando.

Confesso que senti um apertinho no peito quando me despedi de um faqueiro lindo que ganhamos de casamento. Detalhe: um faqueiro lindo que nunca usamos. Ou seja, do qual eu não sentia a menor necessidade ou falta até olhar pra ele.

Respirei fundo e fui cuidar de outras coisas. Dali a 10 minutos, a pequena recaída já tinha passado. Estou contando aqui porque fiz uma nota mental de registrar o sentimento.

O desapego não é sempre fácil e natural para mim. É menos duro do que eu imaginava, mas às vezes eu solto um suspiro. Aí, em vez de ficar pensando no que eu estou abrindo mão, mudo o foco para o futuro, as viagens, a aventura, e dali a pouco estou preocupada é com as praias que eu vou conhecer na Tailândia.

PS: 2 das caixas eram de livros, claro. Metade meu pai comprou na venda de garagem, então eu só posso ser responsabilizada pela outra metade. Que ocuparam uma mísera prateleira na estante e que toda a família vai poder ler na minha ausência. Não deixa de ser desapego, principalmente para quem tinha centenas de volumes. E que ficava aflita quando alguém pegava um emprestado e não virava as páginas com o devido cuidado.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Habemus cortina! OU Habilidades domésticas insuspeitadas 2

A Toca tem persiana em suas (duas) janelas - então, tecnicamente, eu não precisaria me preocupar com cortinas. Só que a persiana branquinha do quarto deixa entrar bastante luz, e também não é nenhuma beleza. Recuperei metade de uma das três cortinas do apê antigo, que o Leo tinha doado para um amigo (é, pedi de volta na maior cara de pau), e passei a caçar um instalador.


Liguei para umas duas lojas de cortinas, mas o povo só instalava as que eles mesmos confeccionavam. Então, passei a caçar uma furadeira.


Quem tem amigos não fica a pé, né? Arrumei a furadeira emprestada e o dono só não fez os furos ele mesmo porque a gente ainda não tinha providenciado os parafusos e buchas.


Na sexta de manhã, parafuso e buchas adquiridos (4 por 1 real) e Leo como (in)voluntário, toca a instalar a cortina. Marido foi esperto e colocou o trilho afastadinho da parede, já que a persiana horizontal é fininha e vai continuar lá (vou deixá-la eternamente aberta e esconder o cordãozinho feio). E ele tinha agourado que a cortina ia ficar comprida demais (ao que eu perguntei, toda impertinente, se ele nunca tinha ouvido falar da alta tecnologia da bainha de fita crepe), mas isso não aconteceu.


Fiquei encantada com a experiência: custou só 1 dinheiro, deixou o quarto bonito (e escuro, por causa do blecaute), e o Leo, sem nenhuma prática anterior, fez os furos, colocou o trilho suíço e encaixou as cortinas.

Como dizia nosso amigo Platão, a necessidade é a mãe da invenção.

Ou da mão na massa.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Roteiro para os primeiros seis meses!


Vamos embarcar para nossa grande aventura no dia 31 de dezembro. Isso quer dizer que passaremos a virada para 2013 nas nuvens, literal e figurativamente (e eu com a esperança de servirem uma champanhota à meia-noite, como já aconteceu com a irmã D. Há uns 15 anos. Num voo da Air France. Outros tempos).

Como não queremos enfrentar de cara o inverno europeu (dias muito curtos, temperaturas muito baixas, céu muito cinzento), vamos aproveitar para saracotear pelas bandas do Sudeste Asiático por uns meses e voltar para a Europa no início da primavera, como as aves migratórias. 


Preços e datas para quem gosta de saber das coisas nos míííínimos detalhes: 


Passagens grandes: 

A) Passagem de ida e volta saindo de BH para Barcelona com escala em Lisboa: 2650 reais. Precinho salgado por causa da alta temporada - e olha que a véspera do Ano-Novo é a data mais em conta! A gente passa a noite em Barça e pega um voo no dia seguinte à tarde para a Índia.

B) Passagem de Barcelona a Delhi, voltando de Pequim, com escala em Istanbul e chegada em Amsterdã:  1420 reais. Calma, a gente explica: a partir de Delhi, vamos usar voos curtinhos e outros meios de transporte para conhecer a Ásia. Em abril, a gente deixa Pequim para conhecer a Turquia, aproveitando a escala em Istanbul, e depois aterrissamos em Amsterdã, bem a tempo de ver as tulipas em flor. O preço dessa passagem ficou bacaninha, né não? 

Roteiro na Ásia:

Vamos começar pela Índia, que vai ser um desafio. Confesso que ela ficava lá no rodapé da nossa lista de destinos, porque sempre nos pareceu um lugar que exige toda uma preparação psicológica. Mas não vamos deixar de aproveitar a oportunidade (uma das minhas palavras favoritas!), já que a maior parte dos voos para o Sudeste Asiático dá uma paradinha por lá.

Vai ser uma Índia Express: só 6 noites, conhecendo Delhi, Jaipur e Agra (o Triângulo Dourado!). Se gostarmos, voltamos no futuro para uma exploração prolongada. Já nos disseram que a Índia e maravilhosa E exaustiva - logo, o ínicio da viagem é o melhor período para ir, pois estaremos animados e descansados. E, em comparação, os demais destinos vão parecer tranquilos e facinhos!

Da Índia voamos para Kathmandu, no Nepal, por 90 dólares. Vamos ficar uma semana para explorar a região de Kathmandu, Patan, Bhaktapur e o nascer do sol no Himalaia em Nargokat.

De Kathmandu o voo mais barato que conseguimos é para Kuala Lumpur por 129 dólares, onde inicialmente faremos só escala para partirmos para nosso primeiro período de férias... das férias. Voaremos por míseros 29 dólares para Phuket. 


De lá continuaremos pela Tailândia, pagando 71 dólares pelo voo para Chiang Mai, no norte do país, e depois, trem noturno para Bangkok. Os três destinos prometem praias, templos, elefantes e boa comida, tudo por ótimos preços.

Da Tailândia nos mandamos para o norte do Vietnã: voo de Bangkok para Hanoi baratinho, por 93 dólares. No Vietnã vamos cortar o país de cima para baixo, de trem e ônibus, e tirar as segundas férias das férias em alguma praia. (É muito cansativo turistar pelo mundo por meses, gente.) E de ônibus mesmo iremos de Ho Chi Minh para Phnon Phem, a capital do Camboja.

Depois de conhecer Phnon Phem e os famosos templos de Angkor Wat em Siem Reap, voaremos novamente para Kuala Lumpur. De lá, partimos para Cingapura,  Hong Kong e Macau (3 voos, 226 dólares).

De Hong Kong iremos de trem para o último destino asiático: China. Vamos passeando pelo pais até chegarmos a Pequim. Aí suspiraremos fortemente e pegaremos o voo para Istanbul.

Estamos planejando ficar umas duas semanas na Turquia. Depois, vamos para Amsterdam e passaremos uns dias nadando em tulipas. E da Holanda iremos para a França, realizar um sonho antigo: morar em Paris. Na primavera. Por dois meses.

Vai ser um primeiro semestre cheio de emoções. Aceitamos palpites e companheiros de viagem!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Copos de cristal

Terminada a venda de garagem e as muitas doações, ficaram em nossas mãos umas coisinhas que botamos pra usar. Entre eles, copos de cristal lindos, que estiveram durante anos no armário enquanto a gente usava copos de requeijão (os bandidos não quebram, é impressionante). E quatro taças vermelhas, pois o conjunto de cristais foi pra BH de presente para a mãe do Leo. E pratos do aparelho de jantar que ganhamos no casamento e que só saíam da caixa em ocasiões especiais.

É engraçado como o apego excessivo faz com que a gente "economize" os objetos. E aí eu não usava nem deixava ninguém usar. Uma das coisas legais da nossa venda de garagem foi vermos muita coisa indo pra pessoas que iam curti-las e utilizá-las.

Hoje a gente mora em quarto-e-sala, mas toma água em copo de cristal e lancha em pratinho com filete de prata.


Coisas da vida. 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Quanto custa um período sabático na Europa?

Ô perguntinha difícil. Primeiro porque depende de um tanto de fatores; depois porque, não importa o valor que a gente colocar aqui, tem gente que vai nos achar pobretões pão-duros e gente que vai nos achar milionários esbanjadores.

Minha tentação é deixar pra falar de dinheiros depois que tivermos voltado, até porque aí não vai ser previsão, mas balanço. Mas o povo quer saber, assim como eu também queria quando comecei a pesquisar sobre o assunto.

Resposta: é menos do que você pensa e mais do você gostaria. 

Ok, agora em números. Segundo amigos que moram em Madri,  mil euros por mês, por pessoa, cobrem aluguel, contas e jantares eventuais. Se forem 2 pessoas, o valor individual cai pra 800 (1.600 o total mensal), porque há muitas despesas que dá para dividir. 

Isso é Madri. Sevilha é um pouco mais barato; Milão, um pouco mais caro. Some a isso a passagem de avião de ida e volta, que costuma ficar em torno de mil euros/cabeça. Pronto, já dá pra fazer uma projeção de quanto custa viver na Europa, sem trabalhar, curtindo a vida adoidado. O que, na nossa versão, é passeando a pé, pegando ônibus e metrô, aproveitando os festivais de rua, frequentando bibliotecas públicas, batendo ponto em museu nos dias grátis, cozinhando em casa e consumindo os produtos da estação. Quem quer viajar todo fim de semana, fazer montes de cursos e sair pra balada vai ter de guardar mais euros no cofrinho. 

Ou seja: o valor final depende tanto do que você quer fazer quanto do que não quer.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

A beleza dos espaços pequenos

Eu achava que morar em um lugar pequetito por seis meses ia ser tranquilo. Pois está sendo mais que tranquilo - está sendo ótimo. A casa fica arrumada em um instante, conversamos sem levantar a voz quando um está na sala e outro no quarto, e a criatividade está a mil: todo dia inventamos uma solução original para alguma necessidade.

Já decidimos que, quando voltarmos do período sabático, vamos alugar um apê parecido: pequeno e  mobiliado. É tão prático, tão confortável, tão anti-entulhamento... (Antes de comprar a mochila, por exemplo, eu chequei se tínhamos espaço pra guardar).

Só tem uma coisa que a gente sente falta: máquina de lavar roupa. O futuro possível quarto-e-sala podia muito bem vir com uma.

E estantes. Vê lá se eu volto da nossa aventura sem uma grande caixa de livros enviada por navio cargueiro.

terça-feira, 17 de julho de 2012

A mochila azul

Eu sou a maior fã de mala de rodinha, mas segundo as averiguações do Leo, na Ásia o melhor é usar mochila, porque não é todo lugar que tem ruazinha pavimentada. Como quem vai para albergue é pra se molhar, decidimos comprar uma. O plano é partir com uma única mochila e mais uma bolsa de mão, adquirir outra no Nepal, onde os equipamentos de caminhada/escalada são subsidiados pelo governo (oi, Himalaia) e ficam bem em conta. 

Depois de ler milhares de posts no mochileiros.com, descobrimos que mochila é igual roupa (tem que experimentar) e igual roupa de marca (é cara). Localizamos uma loja física e lá fomos bisbilhotar. Voltamos para casa, pesquisamos mais, deliberamos e decidimos fechar no modelo Trip da Nord Outdoor, 50 + 10 L - isto é, um mochilão de 50 litros que vem com uma bolsa frontal destacável de 10, a "mochila de ataque". 



Custou 299 dilmas, o que não é barato, mas considerando o preço de outras marcas/modelos, não dá para reclamar. Parece que o sonho de consumo dos mochileiros profissa é a marca alemã Deuter, que custa uma fortuna (a versão equivalente à nossa fica em quase 900 dinheiros). Mas, já que a gente não vai acampar nem fazer trekking com a nossa, só viajar por uns meses, decidimos ir de Nord mesmo.

Esse modelo é bem bacana: tem divisões internas, um sistema que adapta a mochila ao tamanho do carregador, capa de chuva e capa de proteção pra hora de despachar como bagagem.

No fim do mês, vamos tirar uns dias de férias e viajar com ela, para sentir o drama.

Mas ela já ganhou pontos sem se esforçar: é da minha cor preferida.

domingo, 15 de julho de 2012

Novidades do fim de semana

1) Cortei o cabelo na quinta. Compramos uma mochila azul no sábado. Resultado: virei a Dora the explorer.


2) Descobri o Pinterest. É, eu sou fraca em redes sociais (digitais E analógicas). Para quem estava  copiando e colando imagens de decoração nos rascunhos de Gmail, é um grande progresso. 

3) Adquiri mais dois rolos de papel contact: um branco e um preto. (E fiquei pensando que, se fosse pra ser roots mesmo, eu devia ter comprado esses dois logo no começo e fabricado a estampa de zebra no braço.)

4) Me enrolei toda nos projetos da Toca. Minha missão era dar profundidade a esta parede bobinha aqui


para aumentar visualmente o espaço. Pois fazer isso com uns poucos metros de papel contact não é fácil, principalmente quando você percebe que o cinza das paredes é escuro o suficiente para você notar que ele existe, mas claro o bastante para não dar qualquer destaque ao contact branco.  

(Confesso: eu gostaria bem de cobrir a parede com essa estampa aqui:


Acho que ia ficar luxo, poder e sedução. E profundidade. Não vai rolar, é claro. Mas fica registrado.)

5) Falando em papel contact branco: me consolei ao descobrir que dá para colori-lo com uns lápis de cor aquareláveis que tenho por aqui. Mas ainda não sei direito o que fazer com essa descoberta.

6) Para não dizer que foi um fim de semana perdido, fiz uma gracinha com a mesa (mosaicos de contact. Sim, eu recortei um por um, com estilete. Mas só fiz esse lado da mesa, hohoho)



e outra com o portal que dá para o quarto:


É, eu pertenço à escola de decoração que acha que não há nada que não possa ser melhorado com a aplicação de preto, branco, quadrados, listras ou todos eles ao mesmo tempo.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Meu nome é Lud e eu tenho um vício: papel contact.

Na quarta, me entreguei ao vício das 8 da noite às 11 e meia. Resultado:


Achei bacana porque separou o "ambiente" sala de jantar do "ambiente" sala de tevê:



Meus rolos de papel contact ainda não acabaram, mas já estou planejando mais uma visita ao fornecedor, opa, à papelaria para me reabastecer. Olho para as paredes cinzentas e os armários brancos da minha casa e só enxergo telas vazias a preencher. 


Não riam. Vício é coisa séria. 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Habilidades domésticas insuspeitadas

Prendas domésticas nunca foram o meu forte, nem o do Leo. Sempre tivemos diaristas. Hoje em dia penso que lavar, limpar e cozinhar são habilidades utilíssimas, e que posso muito bem usar meu cérebro avajantado (ahem) para dominá-las.

Admitamos que os skills do Leo são maiores que os meus. Num RPG, eu teria uns - 2 e ele, pelo menos uns 4. Ele cozinha um pouco, sempre operou a máquina de lavar, sabe trocar chuveiros e fazer compras no supermercado. Quando sou eu, compro um tablete de chocolate e um pacote de pipoca de microondas e acho que temos comida para uma semana.

Agora que moramos num quarto-e-sala, decidimos trocar a despesa de uma faxineira semanal pela despesa da lavanderia. Eu explico: temos um tanque escondido atrás de uma grande porta branca, mas nada de máquina ou varal. E a faxina pela qual pagamos 65 reais foi tão ridícula que pensei seriamente em começar a  limpar as kits vizinhas depois do expediente, já que por "limpar kits" entenda-se jogar água no chão e esperar ela secar sozinha.


Isso significa que vamos experimentar limpar o apê nós mesmos. Temos ido bem, e a área reduzida ajuda. Além disso, estou achando que não vale a pena levar toda e qualquer peça de roupa para a lavanderia, porque ela é careira. Então, eu pego meias, pijamas e roupas de caminhada, jogo em uma bacia cheia de água e uma quantidade aleatória de sabão em pó, deixo de molho e esfrego alegremente. Meus bracinhos doem durante o processo, o que quer dizer que esfregar e torcer é um ótimo exercício.


Sim, eu sei lavar roupa. Nem me lembrava disso, porque aprendi quando era criança, brincando na área de serviço, mas não que é que a técnica (é, é fácil mas tem técnica) ressurgiu dos pântanos da memória. 

As tarefas domésticas estão sendo divididas naturalmente, conforme as inclinações de cada um. Isto é, o Leo varre, passa pano no chão, lava a louça, faz as compras; aí eu fico com vergonha e corro para tirar o lixo e lavar as roupas.

E cuido da decoração, é claro.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Menos espaço, mais consideração

Tendo dividido nossa área habitável por quatro, estamos desenvolvendo todo um novo modus vivendi. Não está sendo difícil, porque nós dois somos muito sossegadinhos e educados (e se entalamos juntos em algum lugar, aproveitamos para trocar uns beijinhos). Está sendo, isso sim, surpreendente: estou percebendo que, quando se tem menos espaço, o jeito é compensar aumentando o nível de consideração com o próximo.


Adoro sair do banho pingando igual ao monstro do pântano e encharcar o tapete do banheiro. Na casa anterior, eu tinha um banheiro e um tapete só pra mim, e ele secava até o banho seguinte. Na casa nova, como o tapete é um só, não faço mais isso, ponto. E escovo os cabelos de manhã e à noite, igual a um cachorrinho, para evitar o excesso de fios perdidos no chão claro. 


Nós dois gostamos de espalhar roupas pela casa, mas agora não rola, porque nem existem espaços horizontais disponíveis! E adquirimos o hábito de tirar os sapatos assim que abrimos a porta do apê, para não trazer sujeira da rua. 


Um dia desses, na aula, estávamos conversando com o professor, que é mezzo francês, mezzo brasileiro, sobre a questão do trânsito de Brasília. E como todo mundo que pode compra um carro correndo, ao invés de brigar para o transporte público melhorar. Ele comentou que acha que o fato de as pessoas usarem espaços em comum (no caso, ônibus/metrô/bonde) muito educativo - você aprende a esperar, compartilhar e ceder lugar. 


Eu concordo.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Balanço de um primeiro semestre econômico e minimalista

Lá pelo meio do segundo semestre do ano passado, decidimos apertar os cintos para guardar o máximo de dinheiro possível (a gente já guardava, mas queríamos economizar mais). Agora, terminado o primeiro semestre de 2012, dá pra comparar com os primeiros seis meses de 2011 e ver se nossos esforços (que nem foram tão grande assim - eu sou naturalmente pão-dura) valeram a pena.

Acho que valeram. Na primeira metade de 2011, guardamos 49% dos nossos vencimentos líquidos (não se espantem: a gente não tem filhos, só tem um carro, não gosta de balada etc.). Na primeira metade de 2012, tendo cortado compras e evitado despesas, o número pulou para 62%. Ou seja, um aumento de 26% no valor economizado!

E no segundo semestre, a economia vai aumentar ainda mais, já que nos mudamos para um apê que custa menos de metade do anterior. Ueba!

sábado, 7 de julho de 2012

O homem de pouca fé OU Meu primeiro adesivo de contact


Quando descobri as maravilhas da decoração efêmera, corri para mostrar ao Leo todas as belezas que ela podia nos proporcionar. Botei "wall stickers" no Google Images e apontei adesivos de cerejeiras em flor, pássaros em revoada e silhuetas de cidade. Ele gostou...

deste aqui

E disse: "Olha, é baratinho! Vamos comprar?"
Eu retruquei: "Imagina! Mais de 20 reais por um adesivo que eu dou conta de fazer?"
Aí o Leo me olhou com o maior ar de dúvida do mundo e falou "aaaaaah... será?" 
Ao que eu respondi: 

Challenge Accepted..>:P

Então, hoje à tarde, eu me atraquei com meus rolos de papel contact, minha tesoura e minha geladeira e...


... challenge accomplished!


* créditos: o adesivo é da adesivodeparede.mercadoshops.com.br e o o gif veio do barney-blog.tumblr.com. 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

7 coisas que eu adoro em você (,novo lar)

E não é que o novo apê, que tem 25% da área do antigo e custa menos de metade, tem, sim, suas superioridades? Aqui vai a lista:


1) a saboneteira do chuveiro tem furinhos para a água escoar. A do apê antigo não tinha (nunca entendi a razão) e o sabonete ficava se afogando e se dissolvendo o dia todo.

2) a torneira do banheiro é ecológica (aquela que você aperta e se fecha sozinha). Dá pra ligar com o dorso da mão, uma beleza.


3) os sapatos ficam guardados no armário ao lado da cama. Você se senta, estica o bracinho e pesca os sapatos, no maior conforto (em vez de buscá-los lááá longe).


4) a tevê fica na altura adequada. O rack antigo era mais baixo do que devia, e passamos anos adorando ver televisão no chão, sem saber direito o porquê.

5) o chuveiro é elétrico, e não a gás. Isso significa que ele esquenta quase imediatamente, em vez de gastar seus bons 60 segundos.


6) o novo apê fica grudado no Parque da Cidade, que não só é ótimo para caminhar como também tem uma vista muito linda do céu de Brasília (ao entardecer e ao amanhecer, nossos horários de predileção). 


7) e custa menos de metade! Já falei, mas não me canso de repetir: o novo lar custa menos de metade do antigo! Essa diferença vai ser transformada em pelo menos três meses de aluguel... em Paris!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

E eu achava que era minimalista...

Desde o meio de 2011 tenho abraçado o modo de vida minimalista. Tenho me recusado a comprar e doado, presenteado e vendido os objetos de que não necessitamos.


Isso me fez acreditar que o número de coisas que possuíamos tinha diminuído assombrosamente. Que a mudança para a Toca, um quarto-e-sala mobiliado, seria coisa de dois tempos: fazer duas malas e transportá-las. 


Ledo engano. Fizemos mais de 10 viagens entre o antigo e novo apê, menos tendo deixado um monte de objetos para trás (o porteiro mais bacana ganhou tudo), mesmo dando brindes para os melhores compradores da garage sale (leve o buffet e a cômoda, ganhe um rechaud!), mesmo tendo desfeito nossa biblioteca (foi o que mais me doeu), mesmo tendo enviado uns objetos mais queridos para a casa de nossos pais (e eu que eu já nem lembro mais quais foram).


Conclusão: o meu minimalismo estava caminhando mais lentamente do que eu imaginava. Eu estava me desfazendo das coisas em um ritmo razoável, só que tínhamos - e temos! - muito! 


A sorte (?) é que o quarto-e-sala foi habitado por uma engenheira que projetou muitos, muitos armários. Então a grande quantidade de objetos que trouxemos - entre roupas, eletrodomésticos, eletrônicos, material de estudo e um resto da gaveta de presentes - está devidamente guardado. 


Só que o Leo já me lembrou que, daqui a seis meses, a gente vai embora do país. Só vamos levar o que conseguirmos carregar (o que, no meu caso, é bem pouco), porque queremos continuar móveis durante o sabático (nada de montar casa e se estabelecer por um tempão). 


Conclusão: o programa de desfazimento vai ficar mais agressivo. 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Antes & depois: a cozinha da Toca




A cozinha já era bacaninha, toda nova e branquinha.

Então foi só botar os nossos eletrodomésticos pretos e prata (o forno elétrico e a torradeira) e nossos objetos coloridos. A fruteira em cima da geladeira é de cristal e eu sempre usei como item de decoração, mas agora ela está cumprindo sua verdadeira função. E o cabideiro, que estava no quarto, foi para perto da porta, pra gente colocar pastas, bolsa e chapéus. 


Eu só achei que estava faltando um pouco de profundidade naquele branco exagerado, e providenciei uns azulejos pretos em cima do fogão. Comecei a decorar, mudei o tamanho dos quadrados para testar, achei a combinação interessante e... vai ficando assim por enquanto. 

Detalhes coloridos!


Só ficou faltando o banheiro nas fotos. Como ele é normal, todo branquinho e nada ofensivo, não mereceu nenhuma dose de contact.  

E aqui se encerra nossa breve série de posts decorativos!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Antes & Depois: a sala da Toca

Algumas pessoas (como o Leo) não se incomodam com as cores de um ambiente. Já eu sou chatíssima para essas coisas e cores fora do esquema me incomodam mesmo. (Exemplo: meu primeiro voo de avião, aos oito anos, ficou marcado pela decoração LARANJA do avião da Transbrasil. Enjoei, claro. Tenho certeza que o laranjão contribuiu).

A sala-copa-cozinha da Toca tem armários brancos, paredes cinza (é difícil de ver na foto, mas comparando com as cadeiras brancas dá pra perceber), sofá preto e, até algum tempo, móvel de madeira amarelado e assento de cadeiras verde-limão. 



(Desconsiderem a sacolinha de produtos de limpeza em cima da mesa e a camiseta cinza nas cadeiras e foquem no tom de verde inexistente na natureza dos assentos.)


(Adorei o modelo das mesinhas e o acabamento em madeira escura, mas o que é esse tampo em bege-mingau, Jesus?) 

Fiquei matutando. Li blogues, passeei na net, pensei nos objetos que tínhamos e, sem esquecer que a palavra de ordem é economia, concluí que a solução mais rápida, prática e econômica era unificar a decoração em preto e branco (com uns toques de cor forte pra ficar alegrinho).


Como? Papel contact, bebê! 


A sala, depois: o medonho móvel de tevê foi substituído pelo nosso cubo com gavetas, que é de madeira escura. O tampo da mesinha virou zebra. As almofadas vieram do antigo apê: na próxima viagem a BH recupero as capas vermelhas e bordô que despachei pra lá. 


 A mesa continua igual...


... mas as cadeiras, quanta diferença!


As mesinhas eram assim:


E ficaram assim!

(O baú do tesouro fica devidamente protegido pelo guerreiro... belga.)

Custo: 20 reais por dois rolos de papel contact (o preto custou 8, 20 e o de zebra, 11,80) e umas horinhas de mão na massa (eu me diverti). A régua e o estilete peguei emprestado (tesoura resolve, mas esses dois facilitam). 

Achei que ficou bacana. (Espero que a proprietária do apê concorde.)

domingo, 1 de julho de 2012

Antes & Depois: o quarto da Toca

O Leo mediu a Toca: 23 metros quadrados. Pequetito, mas bem dividido: se a gente for pensar, são cinco ambientes: cozinha, sala de jantar, sala de estar (todos juntos), quarto (separado) e banheiro. Sem contar a área: tanque, varal e porta-vassouras atrás de uma porta grandona (já descobrimos que, quando alguém some de repente, é porque está mexendo no tanque e a porta fechou sozinha).

A aflição do Leo passou rapidinho. Estamos bem instalados e confortáveis. Principalmente agora que as cadeiras verde-limão (ou verde-catarro, como a irmã D. poeticamente colocou, com conhecimento de causa, porque ela é mãe de menino pequeno) foram transformadas.

Vamos às fotos. O quarto era assim:


O look psychiatric chic, com uso intenso de branco e barras na janela, não agradou (eu sou meio doida, mas ainda circulo em sociedade, obrigada). Por outro lado, dava pra ver que o quarto tinha potencial. E armários (além desse à direita, a parede da porta do banheiro é coberta deles).

O criadinho-mudo era nosso e a dona do apê comprou na garage sale, olhem que simpático.

O Leo bateu o olho e achou que a disposição dos móveis não era boa (e eu concordei entusiasticamente, porque não gosto de cama de casal encostada na parede - sempre tem um que fica preso no canto, coitadinho. E dormir com a cabeça debaixo das persianas também não é bacana. Poeira, oi?). 

Então, colocamos a cama paralela à janela e o armário do lado da janela e, depois de uns dias, o quarto  ficou assim:



O foto grande em cima da cama foi o Leo que tirou, em Haia, e o prédio creme, no centro, foi a casa do Maurício de Nassau, governador da Holanda no Brasil (chegado).


As gravuras de flor eu trouxe lááá de Fabriciano. Quem guarda tem, gente. 


Conversemos sobre esse meu lema e sua aplicação ao minimalismo - ou não - depois.