quarta-feira, 4 de julho de 2012

E eu achava que era minimalista...

Desde o meio de 2011 tenho abraçado o modo de vida minimalista. Tenho me recusado a comprar e doado, presenteado e vendido os objetos de que não necessitamos.


Isso me fez acreditar que o número de coisas que possuíamos tinha diminuído assombrosamente. Que a mudança para a Toca, um quarto-e-sala mobiliado, seria coisa de dois tempos: fazer duas malas e transportá-las. 


Ledo engano. Fizemos mais de 10 viagens entre o antigo e novo apê, menos tendo deixado um monte de objetos para trás (o porteiro mais bacana ganhou tudo), mesmo dando brindes para os melhores compradores da garage sale (leve o buffet e a cômoda, ganhe um rechaud!), mesmo tendo desfeito nossa biblioteca (foi o que mais me doeu), mesmo tendo enviado uns objetos mais queridos para a casa de nossos pais (e eu que eu já nem lembro mais quais foram).


Conclusão: o meu minimalismo estava caminhando mais lentamente do que eu imaginava. Eu estava me desfazendo das coisas em um ritmo razoável, só que tínhamos - e temos! - muito! 


A sorte (?) é que o quarto-e-sala foi habitado por uma engenheira que projetou muitos, muitos armários. Então a grande quantidade de objetos que trouxemos - entre roupas, eletrodomésticos, eletrônicos, material de estudo e um resto da gaveta de presentes - está devidamente guardado. 


Só que o Leo já me lembrou que, daqui a seis meses, a gente vai embora do país. Só vamos levar o que conseguirmos carregar (o que, no meu caso, é bem pouco), porque queremos continuar móveis durante o sabático (nada de montar casa e se estabelecer por um tempão). 


Conclusão: o programa de desfazimento vai ficar mais agressivo. 

11 comentários:

  1. Olá, Lud! Também passei pela mesma "surpresa" que você - depois de ter me desfeito de muitos objetos, me assustei com a quantidade de coisas que ainda possuía! Hoje em dia vivo melhor, com menos, mais sei que ainda poderia reduzir o que tenho. O mais importante foi ter parado de comprar coisas que não são realmente necessárias. Foi um processo bem mais lento, que aconteceu aos poucos e por fim uma mudança de apartamentos me fez repensar a necessidade e a utilidade de uma série de coisas, onde muitas foram doadas ou vendidas. Enfim, comparada a você, fui o verdadeiro bicho-preguiça do minimalismo! E agora você acha que está indo devagar... Entendo que você e o Leo têm um objetivo e um prazo bem definidos, o que muda tudo. Mas acho que a experiência minimalista de vocês é super a jato! Muito legal, poder acompanhar tudo por aqui. Parabéns pelas conquistas, que não foram poucas! Um beijo e boa sorte. Alexandra

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Alexandra,
      o meu problema é que eu sou muito impaciente: quero resolver tudo, e logo! rs. Que legal que você também já passou por isso processo e acha que vive melhor!

      Excluir
  2. Também fiquei muito assustada com a quantidade de coisas que tenho quando fizemos a mudança não semana passada. Foram muitas idas e vindas com o carro lotado até o teto... E até hoje não conseguimos colocar tudo no lugar! Bom, mas pelo menos agora já consigo acreditar no que seu pai diz: quando a mudança é para melhor, a gente realmente não sente saudade!

    ResponderExcluir
  3. Também fiquei muito assustada com a quantidade de coisas que tenho quando fizemos a mudança não semana passada. Foram muitas idas e vindas com o carro lotado até o teto... E até hoje não conseguimos colocar tudo no lugar! Bom, mas pelo menos agora já consigo acreditar no que seu pai diz: quando a mudança é para melhor, a gente realmente não sente saudade!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Milene,
      até agora, também tenho achado que meu pai tem razão, rs. Nunca senti saudades das casas antigas, e essa está sendo minha quarta mudança. Dessa vez, a casa nova é menor/menos confortável que a anterior, mas a alegria de estar caminhando na direção dos nossos planos mais que compensa!

      Excluir
  4. Ah.. Mas isso é bom. Mudança que vem pra ficar é aquela que a gente faz aos poucos. O minimalismo tem que ser uma prática diária, um processo. E só assim funciona e dura. É bom também pra vocês irem avaliando o que é necessário e o que não é, ou corria o risco de vocês descartarem coisas e terem que comprar depois de novo, o que não é minimalista, né? Parabéns e curtam suas vitórias :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fernanda,
      é verdade - não tinha pensado sob este ângulo. E comprar de novo não seria minimalista NEM econômico. The horror!, rs.

      Excluir
  5. Lud, isto é só o começo. Eu vejo, que assim como eu, você quer sair dos 80 e ir pros 8. hahah
    Você já deu um grande passo, acredite.

    Assim que eu retornar de férias respondo teus comentários. Tenho grandes pensamentos.

    beijo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Lilly,
      férias são ótimas pra desenvolver ideias, né?
      Eu acho que já demos um grande passo, sim - o primeiro, que talvez seja o mais importante. Depois que a gente ultrapassa a barreira mental de que PRECISAMOS de um monte de coisas pra viver e ser feliz, aí meio que só correr pro abraço (se livrando dos objetos no caminho, rs).

      Excluir
  6. Eba... adoro agressividade, desde que ela traga bons posts.
    E eu quero brinde também #mendigamodeon

    Beijos

    ResponderExcluir
  7. Laís,
    siiiim, tem brinde para você também! (E ainda esvazio a gaveta de presentes, hohoho.)

    ResponderExcluir