terça-feira, 31 de julho de 2012

Férias e Pequena recaída já controlada

Tiramos uns dias de férias e viemos para BH. Aproveitamos para dar destino às 7 caixas (não muito grandes) que tínhamos despachado para o apartamento dos meus pais e que estavam empilhadinhas na área de serviço deles.

As 7 caixas não muito grandes estavam cheias de coisinhas das quais não quisemos nos desfazer, porque tinham um certo valor afetivo, como uma roupa de cama toda trabalhada que minha mãe trouxe do Nordeste e tolhas bordadas à mão que ganhamos da mãe do Leo. Em outras palavras, objetos que não dá pra repor depois, e que podem ser úteis quando voltarmos. Como não queremos deixá-las sem uso  durante 3 anos, distribuímos entre as famílias e dissemos para as mães irem usando.

Confesso que senti um apertinho no peito quando me despedi de um faqueiro lindo que ganhamos de casamento. Detalhe: um faqueiro lindo que nunca usamos. Ou seja, do qual eu não sentia a menor necessidade ou falta até olhar pra ele.

Respirei fundo e fui cuidar de outras coisas. Dali a 10 minutos, a pequena recaída já tinha passado. Estou contando aqui porque fiz uma nota mental de registrar o sentimento.

O desapego não é sempre fácil e natural para mim. É menos duro do que eu imaginava, mas às vezes eu solto um suspiro. Aí, em vez de ficar pensando no que eu estou abrindo mão, mudo o foco para o futuro, as viagens, a aventura, e dali a pouco estou preocupada é com as praias que eu vou conhecer na Tailândia.

PS: 2 das caixas eram de livros, claro. Metade meu pai comprou na venda de garagem, então eu só posso ser responsabilizada pela outra metade. Que ocuparam uma mísera prateleira na estante e que toda a família vai poder ler na minha ausência. Não deixa de ser desapego, principalmente para quem tinha centenas de volumes. E que ficava aflita quando alguém pegava um emprestado e não virava as páginas com o devido cuidado.

2 comentários:

  1. Acho que o desapego não vem fácil pra ninguém, ou pra quase ninguém. A impressão que tenho é que somos inerentemente acumuladores...

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  2. Uma forma de lidar com coisas que eu tinha dó de doar mas que nunca tinha usado foi usar. Usei muuuuitas coisas que eu guardava ou que estavam fechadas. Algumas eu percebi que não eram muito úteis na minha vidamesmo e acabei doando. Outras eu adorei ter usado e agora uso sempre, ou seja, deixei o hábito terrível de "guardar a prataria" pra trás e estou usando tudo. Isso já tem alguns vários anos. Abraços!

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