sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Desembaraço de carga

(Desse jeito o blog vai virar um diário do meu relacionamento com a administração pública, mas acho bom contar quando a genta é bem atendida e tudo dá certo, já que muita gente adora reclamar que "nada funciona neste país".)

Meus pais viajaram no início do ano para os Estados Unidos. Minha mãe comprou uns lustres (herdei minha pão-durice dela, mas de uns tempos pra cá ela anda valente com as compras). A loja se encarregou de mandar entregar no Brasil.

Um monte de e-mails e oito meses depois, chegou a notícia que os lustres estavam no terminal de cargas do aeroporto de Confins. Meu pai consultou um despachante, que adiantou que cobraria um salário mínimo para cuidar do caso. 

Desaprovei o despachante, porque lembram, a pão-durice... Consultei a internet, a mãe de todas as repostas, e achei rapidinho instruções da Infraero. Fiz umas ligações, confirmei uns procedimentos, e ontem meu pai, o Leo e eu nos mandamos para o aeroporto. 

Confins, como bem diz o nome, é longe pra caramba. Gastamos o mesmo tempo indo e voltando e liberando os lustres (2 h para cada). Chegando no terminal, passamos na Receita Federal (para pagar o Imposto de Importação), na Receita Estadual (para pagar o ICMS) e na Infraero (para pagar a taxa de capatazia e armazenagem). Emitem as guias na hora, e meu pai pagou tudo no caixa rápido do Banco do Brasil. 

Andamos de lá pra cá e de volta de novo, mas todo mundo que nos atendeu foi atencioso e paciente. E o moço da Receita Federal ainda lembrou que, se a gente olhasse as guias e achasse que o total dos pagamentos era uma loucura, podia sair correndo e largar a encomenda lá. 

No fim das contas, as taxas e impostos dobraram o custo dos lustres. Mas como eu disse, minha mãe está valente. 





terça-feira, 16 de outubro de 2012

Certidão Negativa de Débitos

Recebi uma cartinha da Receita Federal me cobrando uns dinheiros. Nem me afligi muito, porque eu tinha certeza que estava pago (e também porque os dinheiros eram poucos).

Tem um centro de atendimento virtual no site da Receita (o e-CAC). Fucei por lá e descobri que eu tinha declarado em 2009 uns débitos de renda variável (na época, o Leo brincava com ações e a gente ganhou uns tostões). Declarei e paguei, mas os valores eram relativos a meses específicos e eu fiz um pagamento grandão somando tudo. O sistema não enxergou. Logo, cartinha.

Juntei os meus papéis e fui bater na porta do atendimento físico ao contribuinte. Cheguei lá às 7 da manhã, hora em que começa o expediente, crente que ia ficar até o almoço. Saí de lá às 7:25, com uma certidão negativa de débitos na mão (que eu nem pedi - depois de encaixar meu pagamento gordo nos débitos em aberto, o atendente imprimiu e me deu).

A parte ruim? É que eu cheguei ao trabalho cedo, cedíssimo.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Deus. Asa. Cobra.

É o que me vem à mente quando penso que existe um programa chamado Vai pra onde? e que ele é comandado pelo Bruno de Luca.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Será que trabalhar durante a viagem vale a pena?

Fiquei pensando que bem que eu podia escrever umas matérias de turismo durante a nossa grande aventura e vender pra revistas e jornais brasileiros. Eu sou jornalista, com diplominha e tudo, né? Embora hoje trabalhe com comunicação interna, que é um jornalismo chapa-branca (isto é, a gente só dá notícia boa). Ou seja, eu ganharia uns trocados no percurso, o que não é ruim.

Ontem caiu a ficha: ganhar uns trocados não é ruim, mas eu estaria basicamente pagando para trabalhar. Porque não acho que eu vá conseguir milhares de reais por matéria (não mesmo). Então eu bancaria a viagem e gastaria várias horas do meu tempo de lazer pesquisando e levantando informações (porque estamos falando de jornalismo, não de diarinho de viagem. Eu adoro diarinho de viagem, mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa) e receberia, bem, uns trocados. Ou pelo menos era assim na época em que eu uma jornalista recém-formada e free-lancer.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Objetivo: serenidade diante das chateações do dia a dia

O chuveiro de casa queimou. O Leo foi comprar uma resistência nova na hora do almoço. O carro começou a soltar fumaça e teve de ser abandonado momentaneamente.

Parte boa: o carro pifou depois do Leo comprar a resistência. E sobrou no bolso exatamente o dinheiro necessário para pegar o ônibus e chegar no trabalho (2 reais). E o ônibus que chegava no trabalho passava logo ali.

Parte boa 2: o Leo trocou a resistência e o chuveiro ficou melhor do que antes de queimar (às vezes ele passava de muito quente para bem frio meio aleatoriamente).

O Leo é muito tranquilo mas objetos que estragam o deixam bem irritado. Acho que é porque ele tem aquela crença da modernidade de que os mecanismos devem funcionar sempre e indefinidamente. Dessa vez, no entanto, ele levou numa boa: não só não reclamou como fez questão de ressaltar a parte boa da situação.

É aquela coisa: somos seres em construção e aperfeiçoamento, sempre.