terça-feira, 2 de outubro de 2012

Será que trabalhar durante a viagem vale a pena?

Fiquei pensando que bem que eu podia escrever umas matérias de turismo durante a nossa grande aventura e vender pra revistas e jornais brasileiros. Eu sou jornalista, com diplominha e tudo, né? Embora hoje trabalhe com comunicação interna, que é um jornalismo chapa-branca (isto é, a gente só dá notícia boa). Ou seja, eu ganharia uns trocados no percurso, o que não é ruim.

Ontem caiu a ficha: ganhar uns trocados não é ruim, mas eu estaria basicamente pagando para trabalhar. Porque não acho que eu vá conseguir milhares de reais por matéria (não mesmo). Então eu bancaria a viagem e gastaria várias horas do meu tempo de lazer pesquisando e levantando informações (porque estamos falando de jornalismo, não de diarinho de viagem. Eu adoro diarinho de viagem, mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa) e receberia, bem, uns trocados. Ou pelo menos era assim na época em que eu uma jornalista recém-formada e free-lancer.


9 comentários:

  1. Sem dúvida seria interessante, mas eu acho que não vale pelos teus próprios fundamentos: "bancaria a viagem e gastaria várias horas do meu tempo de lazer pesquisando e levantando informações e receberia, bem, uns trocados."

    Além disso, se der muita vontade de fazer alguma matéria, poderia deixar para fazer isso mais no final da viagem, dai já vais ter bastante coisa para contar e ter aproveitado bastante também sem preocupações

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  2. ué, dá uma mapeada. vc não é mais uma jornalista iniciante, né? mas sinceramente... como vc tem um emprego público(ou seja, não precisa se preocupar tanto em "fazer currículo" como quem está na iniciativa privada) eu curtiria o sabático prolongado sem trabalhar, nada. Fui de férias pro uruguai e nas 3 semanas por lá estudei espanhol. Sò isso já foi super cansativo, ~descansei a cabeça das coisas de trabalho, lógico, e da minha vida no Brasil, o que já foi ótimo, mas é exercício mental forte, cansa também (mesmo eu AMANDO estudar línguas). Aproveita pra desapegar dessa necessidade de se sentir útil que nós, crrasse média sofre influenciada pela culpa católica sentimos toda vez que temos um período de menos trabalho na vida.:)

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    1. Ai, Emilia, eu sou ateia mas admito que ainda não consegui me livrar da culpa católica em relação à diversão total e irrestrita. Vou considerar esse seu ponto muito seriamente...
      Beijo!

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  3. Eu tenho uma ideia! Hehe...
    Porque você não pensa já no que poderia ser interessante escrever, já monta uma hipótese e faz toda a pesquisa antes de viajar. Assim você se prepara para aproveitar melhor a viagem e tem menos trabalho lá.
    Acho que uma boa também é não se forçar. Vai com a ideia de que pode ser que anime de escrever, mas pode ser que não também.

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    1. Fê, a ideia é boa, mas agora estou pensando que a Boneca Falante tem razão!
      Beijo!

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  4. Bom, eu tenho outro pensamento a acrescentar: concordo com o que você falou sobre pagar para trabalhar, mas já acho que compensa se for uma matéria com a qual você tenha muita intimidade. Nesse caso, se for uma matéria sobre DICAS de viagem, por exemplo, porque tenho CERTEZA que vocês dois (o casal especialista em programar viagens) já vai fazer essa pesquisa prévia antes que pode ser aproveitada financeiramente (tada!) :) tem aquela revista da abril, a viagem e turismo acho, que é cheia de matérias assim, com aquelas diquinhas especiais de quem vive na cidade e vai para lugares não tão comuns ao turismo ortodoxo. Ou até mesmo dicas de como aproveitar melhor a cidade. Acho que vai ter pouco esforço de pesquisa, nesses casos, pois vai ser fruto de relatos de experiências, como você faz aqui no blog :) que tal?

    Outra dica: uma amiga minha foi com o diploma de jornalismo para alemanha morar também (já tem 6 anos). Lá ela faz duas coisas: traduções e dá aulas de português. Ela disse que por causa da copa está CHOVENDO de trabalho para ela. Ela dá aula na hora que ela quer e tem tempo disponível. Vai na casa do aluno ou ele vai na casa dela (só é interessante se seu marido estiver em casa, para evitar gracinhas). :)

    Ah, acho que é válido você trabalhar lá sim, até para considerar a possibilidade de largar tudo aqui e ficar por lá (como vc comentou no post em que questiona porque todo mundo não vai morar nessas cidades-sonho). Aí é bom você testar o terreno. Pro Leo, que é da "área do PC" (eheheh), não tem barreira da língua (pq eles usam muito inglês), já para quem é da área de humanas...

    ps: eu tive um caminho quase parecido com o seu, a diferença é que eu só consegui me formar em direito, pois comecei a estagiar em escritório de advocacia e tive que abandonar o jornalismo. Hoje com a bagagem que tenho, não sinto mais vontade de retomar a faculdade de jornalismo :( que eu adorava e já não mais me apetece. Também tenho o sonho de morar fora, mas conheço várias pessoas que voltaram porque não conseguiram conseguir/manter empregos. Só quem ficou foi quem casou com um nativo :/

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  5. Freetalker,
    bem pensado. Aí seria só escrever o que a gente já sabe, né?
    Obrigada pelas dicas! Você sabia a OAB tem convênio com a OAP (P de Portugal) e que você pode pedir sua habilitação lá sem fazer prova nem nada e advogar por aquelas bandas? Olha, é uma possibilidade!
    A minha cabeça dá mil voltas em relação a me estabelecer no exterior. A gente decidiu pensar nisso de novo daqui a uns 6 meses, quando tivermos uma boa ideia de como é viver na Europa, e não passear como turista!

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    1. Eu não sabia desse convênio, mas, lud, eu queria sair da advocacia, sabe. Pelo menos da advocacia privada. Gosto muito da profissão, mas acho que a iniciativa privada é sacrificante, estresssante, principalmente para mulheres. Presenciei situações como remunerações díspares entre homem e mulher, além de ver mulheres serem preteridas em funções de liderança por serem recém-casadas em período fértil, ou ainda por terem filhos pequenos e sofrerem um constrangimento velado toda vez que se ausentavam para atender a uma ermergência da prole (isso feito por chefes também mulheres!). E isso não é uma realidade só aqui, viu? Vide esse artigo MARAVILHOSO que eu recomendo a leitura, sobre o sofrimento universal das mulheres que não podem conciliar os dois mundos integralmente (família e trabalho):

      http://www.theatlantic.com/magazine/archive/2012/07/why-women-still-cant-have-it-all/309020/

      Voltando ao assunto, tem também as situações em que sou mal atendida em fóruns e repartições, tenho de ficar pedindo como se fosse um favor algo que é obrigação do servidor, entre outras coisas. Por isso quero ir para o outro lado do balcão. Quero usar essa minha experiência de jurisdicionado para fazer parte de uma grande mudança de pensamento. Sonho com o dia em que conseguiremos tirar da cabeça do povo a ideia de que servidor público é marajá, que não trabalha. Sei de muitos (geralmente os mais novos) que dão o sangue e a camisa pelo seu trabalho, principalmente depois de terem lutado tanto por suas aprovações. Espero que eu possa cumprir com esse meu objetivo :) não quero ser nomeada para continuar com a postura desagradável que relatei acima. Lembro que você comentou um tempo atrás que virou chefe do seu setor e teve que lidar com um servidor desagradável também. Eles aprontam até mesmo com os colegas né? isso mostra que o problema foi com a seleção deles e não com o fato de ele ocupar um cargo público pura e simplesmente.

      Enfim, tou desiludida com o setor. Além do mais, se o judiciário daqui é problemático, imagine em portugal com a fama que os patrícios têm, né? heheheh. Para exemplificar, segue uma BRILHANTE sentença (é verdade viu) em que o juiz, condoído com a situação do executado, DIMINUI uma penhora de 1/6 para 1/5. PODE?

      http://4.bp.blogspot.com/_OIeHHjRt3gQ/SbPFHl_8XiI/AAAAAAAAB1Q/lkn2ebEXbq8/s1600-h/Presentation1.jpg

      Fonte: http://direitosfundamentais.net/2009/03/10/jurisprudencia-de-portugal/

      ps: também acho que a decisão de se estabelecer deve vir só depois de vocês sentirem o local e as pessoas :) mas CONTE TUDO PARA NÓS ENQUANTO ISSO! Abração!

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