Mostrando postagens com marcador economia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador economia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de junho de 2012

O mundo maravilhoso da decoração faça-você-mesma

Nosso futuro lar, todo branquinho, tem uma cara danada de folha em branco (ou, em termos menos poéticos, de hospital psiquiátrico). Meus dedinhos estão coçando para começar a jogar cores pra lá e pra cá. 

Só que nosso plano é juntar o máximo de dinheiro possível. É por isso mesmo que nos mudamos para um lugar menor e mais barato. Então, a decoração vai ser na base do que já temos, do que conseguirmos pegar emprestado (não, eu não tenho o menor pudor) e do que é possível fazer de maneira fácil e barata.

Sim, eu sei que eu disse que tinha que dar um jeito de decorar o novo lar sem gastar nenhum tostão. Pois mudei de ideia. Vamos morar seis meses no quarto-e-sala, então gastar uns tostões (eu disse tostões) para ter um ambiente bacana é um gasto permissível.

Resultado: acabo de descobrir o maravilhoso mundo do papel contact. Lá na Casa de Colorir.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Novo site preferido e novo desafio

Meu novo site preferido: este aqui.

Meu novo desafio: transformar uma kitchenette totalmente habitável em um lugar aconchegante, bonito e funcional. E sem gastar nenhum tostão!

Será que dá? Estou fazendo um balanço da situação:

Ponto positivo: o novo apê é todo branquinho, incluindo banheiro e armários.

Ponto negativo: não são branquinhos o forro das cadeiras (verde-limão), o sofá (preto), as mesinhas empilháveis (tabaco) e o medonho móvel de tevê (bege-amarelado).

Ponto positivo: a kit tem muitos, muitos armários. Então tudo que ainda possuímos vai ter um lugarzinho! (Eu acho.)

Ponto negativo: a kit não tem nenhuma estante, nenhum espaço de exposição de objetos -  e olha que algumas que a gente visitou tinham. Logo, não vai dar para deixar a nossa marca com livros e lembranças de viagem à vista.

Ponto positivo: depois de enviar para BH, vender e doar montes de objetos, restaram aqueles que não deu pra desapegar... e aqueles que ninguém quis. Então, antes de partir para a rodada final de desafazimento desses últimos, vamos ver se eles funcionam de um jeito diferente no novo lar. 


Ponto negativo: depois de enviar para BH, vender e doar montes de objetos, restaram aqueles que não deu pra desapegar... e aqueles que ninguém quis. Aqueles que ninguém quis, gente! Sei não - de repente eu estava melhor sem eles. 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Primeira visita ao novo lar

Hoje à tardinha recebemos a chave e fomos, bem pimpões, conhecer a casa nova, uma kitchenette mobiliada de um quarto. É tão perto que deu para ir a pé em 15 minutos.

Achamos bem bacana. A kit é toda branquinha, tem montes de armários, geladeira grande, microondas e até sofá-cama na sala. O único móvel feinho é o da tevê, mas não temam: estamos planejando levar um cubo de madeira tabaco com gavetas que temos para botar no lugar.

É pequeno? É, muito. Alguns dos nossos hábitos, como deixar roupas espalhadas, terão de ser repensados. Estamos encarando como um desafio - muito facilitado pelo fato de que a gente já deu destino a uns 70% dos nossos objetos. E como um treino para o futuro!

Além disso, estou animada com a perspectiva de decoração. Vou levar nossas almofadas, quadros, lembranças de viagem (é, alguns a gente fez questão de guardar) e em pouco tempo a kit vai ficar com a nossa cara.

Aí eu boto fotos.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Ansiosa para conhecer meu novo lar

Sim, assinamos um contrato de aluguel por seis meses sem conhecer o imóvel. Sim, vamos pagar tudo adiantado. Sim, é um comportamento pouco habitual de nossa parte.

Não, não enlouquecemos. Não, não foi totalmente às cegas: vimos fotos. Duas, no celular. Não, não achamos que foi um mau negócio: a dona é vizinha de prédio e o filho e a nora moraram um ano e meio lá.

Sim, escapamos da chatice de lidar com imobiliárias. Sim, é um alívio não ter de preencher cadastros e apresentar fiadores. Sim, tudo aconteceu muito rápido.

Não, não estou calma - estou é doida pra ver minha primeira kitchnette com meus próprios olhos. Não, eu não acho que tudo que sobrou do garage sale vai caber lá. Isso significa que vários móveis e alguns objetos serão despachados para um brechó. Não, não acredito que vou me sentir sufocada em 25 metros quadrados - o Leo é que sim.

Sim, estamos contentes.

Muito.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Estamos praticando!

Hoje à noite a gente vai pro Rio, visitar a irmã I. Normalmente a gente voltaria do trabalho para casa, deixaria o carro, pegaria as malas e tomaria um táxi para aeroporto (felizes da vida porque aqui em Bsb o aeroporto é pertinho, e não a 1 hora de distância, como Confins). Dessa vez resolvemos utilizar o minimalismo e a economia:

1) cada um está levando só uma bolsa de mão para não precisar despachar bagagem
2) vamos de ônibus para o trabalho, levando a bagagem de uma vez
3) no fim do dia, sairemos direto do trabalho para o aeroporto. Tem o ônibus de linha e o executivo: pegamos o que passar primeiro.

É tão fácil e barato que eu não sei como não pensamos nisso antes.

domingo, 10 de junho de 2012

E na volta ao Brasil, como faz?

Andaram nos perguntando como é que vamos fazer daqui a 3 anos, quando voltarmos para a pátria amada. Se vamos montar casa de novo, comprando tudo que estamos vendendo hoje. Ou, numa variação do mesmo tema, como faremos se por alguma razão a aventura tiver que ser adiada ou cancelada.

A resposta é: não, não vamos montar casa da mesma maneira de novo. Estamos firmes e fortes no caminho do minimalismo. Em qualquer das duas hipóteses, queremos morar em um lugar menor, mais simples, mais barato. Mais fácil de cuidar, equipado com menos objetos, fonte de menos preocupação. Mais simples de deixar para trás se surgir uma nova oportunidade, uma nova vocação.

Lar é onde o Leo e o Kindle estão (nessa ordem). O resto é perfumaria.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Enxoval-cápsula

Tenho pensando se devo guardar um enxoval-cápsula na casa dos meus pais. Algo como
- 2 jogos de cama
- 2 jogos de banho
- 2 toalhas
- 2 travesseiros
- 4 copos
- 4 pratos
- 4 garfos, 4 garrafas e 4 talheres
só pra não começarmos do zero quando voltarmos da aventura e montarmos um novo lar.
Faz um certo sentido, mas é razoável deixar essas coisinhas empacotadas durante três anos? Será que não é melhor comprar na volta? Ou pegar emprestado de uma ou de outra mãe, na maior cara-de-pau?

sábado, 2 de junho de 2012

Minha primeira venda de garagem!

A casa virou uma grande loja: está (quase) tudo fora dos armários. Os bufês, a mesa, as bancadas da cozinha e a mesa do escritório estão em estado "vitrine", cobertos de objetos artisticamente dispostos (pelo menos eu acho) e etiquetados com preço. Talvez o valor seja a parte mais trabalhosa: a gente procura igual ou similar na internet, avalia o estado dos produtos e lasca um descontão. Fácil, né? Agora multiplique por 109, o número de objetos que está à venda!



Ontem ficamos até tarde arrumando a casa. Hoje de manhã demos os últimos retoques. Agora estamos ansiosamente esperando as vítimas, er, convidados.

O plano original era abrir a casa só hoje e no fim de semana que vem. Mas, como gastamos um tempão na arrumação, decidimos expandir o período para a tarde de domingo e todas as noites da semana. O apartamento vai ficar em estado loja... indefinidamente.

Eu achei que ia sofrer um pouco com o processo, vendo todos as coisinhas fofas que ganhamos de casamento e compramos em viagens prestes a partir. Estranhamente, está sendo tranquilo. Eu acho tudo bonito, até porque, quando viemos do interior de Minas para cá,  nos livramos do que não valia a pena pagar para transportar. Mas estou focada no futuro, no próximo (e pequeno) lar, na licença, nas viagens...

De que adianta ter cristais lindos se eles for para eles te prenderem a uma situação ou lugar que não te satisfaz mais? Não quero que escrevam no meu túmulo "Tinha uma casa muito bem-decorada". Prefiro "Rodou o mundo em busca de si  mesma". Se achou ou não, aí são outros quinhentos.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Emoção e ranger de dentes

Ontem fomos todos pimpões visitar uma kit mobiliada na Asa Norte. Estava toda arrumada, com armários sob medida. A estampa das duas poltronas era medonha, mas pelo jeito esse tipo de detalhe só afeta a mim (o Leo nem registrou).

A vantagem de um lugar mobiliado é que a gente pode vender todos os móveis e passar o segundo semestre se ocupando só dos detalhes da aventura. Na hora de ir embora, é só fazer a mala, entregar a chave e dar no pé.

A kit mobiliada era longe do francês. Não tinha lugar para caminhar perto. A estampa das poltronas era medonha (já falei nisso?). Ainda assim, pensamos e refletimos e achamos que as vantagens compensavam e quisemos fechar negócio.

Aí a dona do imóvel começou a fazer charme. Falou de outro interessado, que queria entrar imediatamente e ficar um período longo. Disse que a gente não podia por um prego na parede. Avisou que ia filmar a kit na vistoria. Chorou que ia ter prejuízo com o contrato curto. Exigiu caução. Pediu para receber em dinheiro (tombo na Receita, oi?). E não concordou com a data de início da locação (achou que ia perder uma grana imensa com a kit desocupada por 10 dias).

Então o Leo perdeu a paciência e falou que não queria mais.

Ficamos tristinhos por cinco minutos. Logo depois descobrimos uma série de outras kits mobiliadas perto daqui de casa, uma área que gostamos e conhecemos, uns reaizinhos mais caras mas mais bonitinhas, sem nenhuma estampa medonha.

Estamos animados de novo.

domingo, 27 de maio de 2012

Cara a cara com o minimalismo

Agora que descobrimos que podemos sair do nosso apê alugado a qualquer momento, eu e Leo estamos seriamente pensado em nos mudarmos para um lugazinho menor e mais barato (ou menos caro, porque Brasília, sabem como é). Coerência, por favor: se estamos dispostos a morar em um studio em Paris, torcer o nariz para o equivalente brasileiro seria puro esnobismo.

Semana passada fomos visitar um condomínio de apartamentos de um quarto na Asa Norte. Agradamos. Ele é um pouco mais longe do trabalho, e não fica em um bairro arborizado e agradável como a superquadra em que a gente mora hoje, mas a diferença de preço é chocante: um terço do apartamento atual! Pensem na economia! (Eu penso.)

Os flats que visitamos são bem pequetitos mas, como bem aponta o Leo, o ambiente foi planejado para seus escassos metros quadrados. Então temos portas de correr, armários em várias superfícies, gavetas debaixo da cama... Cada centímetro é bem aproveitado. E é novinho, um grande diferencial: aqui em Brasília, o que se vê de cozinhas e banheiros das décadas de 60/70 não está no gibi.

Depois de superar o choque inicial (as fotos fazem o lugar parecer MAIOR do que é, juro), simpatizei:





Embora a queda vertiginosa nos gastos habitacionais seja tentadora, o que mais me atrai na mudança é a possibilidade de descobrir se o nosso discurso minimalista é sincero mesmo - ou só borracha. É fácil falar em viver com pouco morando na casinha bacana cheia de espaço e móveis.

A realidade de um quarto e de um banheiro vai mostrar quem sabe brincar e quem desce
pro play.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Abaixo os saltos altos!

Eu achava que usar sapatos de salto era bonito, chique, fino. Tinha muitos pares, de todas as cores e modelos. Para trabalhar, eu usava umas versões "confortáveis", de salto médio. Para sair, saltos altões. E os pés doíam e eu chegava ao final do dia - ou da noite - com os dedinhos esmagados, mas isso não importava. Porque eu era mulher e mulher usa salto e é isso mesmo.

Aí comecei a ler blogues e textos feministas. Uma luzinha se acendeu em minha cabeça. Eu não preciso usar salto. Apesar das revistas e das novelas e dos sites dizerem que os sapatos altos deixam a mulher bonita, chique, fina e poderosa, dos estilistas falarem que scarpins e stilettos são indispensáveis ao guarda-roupa da mulher elegante, das propagandas e filmes e fotos decretarem que só mulher de salto é sexy e transa, eu posso muito bem dispensá-los e seguir minha vida, obrigada.

Desde 2009, não uso salto, ponto. Já fui a festas e casamentos usando sapatilha preta, e me acabei na pista de dança, sem maltratar os pés nem tirar os sapatos e me arriscar a pisar em taças quebradas ou bebidas derramadas. Ando a pé pra todo lado, pego ônibus, e meus pés nunca me incomodam. Juro que meu humor melhorou.

E minha mobilidade também. É incrível, mas só então percebi como ando muito mais rápido do quem usa  salto. Como não preciso me preocupar em evitar grama, terra, buracos e grades no chão (em todos eles, o salto afunda). Como "caminhar" virou uma ação muito mais simples!

Para as loucas por saltos, eu proponho um desafio simples: um mês sem eles. Mas é pra trocar por sapatos baixos confortáveis, não aquelas sapatilhas duras que mastigam os tendões ou aquelas rasteiras decoradas de solas que não se dobram. Existem sapatinhos gostosos e bonitinhos, eu juro. Depois de um mês dedicado ao conforto e ao bem-estar, quero ver quem volta para os sapatos altos!

Eu tenho 1,58 m. Se você não gosta de pessoas baixas, sinto muito. Não vou usar instrumentos de tortura modernos só pra ficar um pouquinho maior.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Notícia bacana de hoje

Nosso contrato de aluguel é de 30 meses. Qaundo resolvemos ir embora antes do previsto, fiquei amaldiçoando as imobiliárias de Brasília e minha própria incompetência, que assinou um contrato longo desses só porque estava doida pra arrumar um teto. A multa para a quebra de contrato é igual a TRÊS MESES de aluguel.

Eu e o Leo ficamos imaginando altas estratégias de negociação com a imobiliária para que eles diminuíssem ou cancelassem a multa. Pensamos em oferecer a geladeira, ameaçar sair amanhã em vez de em dezembro e chorar. Liguei para lá para marcar uma entrevista, para a qual estávamos preparando um roteiro e todo um esquema good cop, bad cop.

Para minha grande surpresa e maior alegria, a atendente localizou o contrato nos sistemas e declarou que a gente não ia precisar pagar nada. Depois dos primeiros 12 meses, é só avisar que estamos saindo por escrito 30 dias antes e pronto. E como faz quase dois anos que estamos aqui...

Vocês não imaginam como eu estou feliz. É uma grande economia inesperada, e eu adoro economias, ainda mais quando elas são grandes e inesperadas!

Como disse nosso amigo Göethe (ou não disse, porque há divergências, mas de qualquer forma a citação é bacana):

"O que quer que você possa fazer, ou sonhe poder fazer, faça. A ousadia contém gênio, poder e mágica. Comece agora."

Eu sou partidária do materialismo histórico, mas a sensação que o universo conspira a meu favor é boa demais.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Fazendo dinheiro com as coisinhas que não queremos mais

Como decidimos fechar a casa e correr para o abraço, temos que dar destino à montanha de objetos que compõem um lar. Um monte de coisas, principalmente objetos pessoais, foi (e vai ser) doado. Quanto aos móveis, eletrodomésticos e utensílios domésticos, a coisa é um pouco mais complicada.

O primeiro impulso foi doar tudo e pronto. Mas o realismo bateu: 1) montar um apartamento não custa barato; 2) vamos ficar um tempo grande sem trabalhar. Logo, além de selecionar alguns objetos (poucos!) e guardá-los para um futuro longinquo, também é uma boa tentar apurar uma graninha com o que a gente possui.

Há algumas opções. A primeira é levar tudo para um brechó de artigos do lar. Eles colocam preços acessíveis e costumam vender rápido. O ponto positivo é que buscam os móveis na casa da gente e têm uma boa ideia dos preços de mercado. O ponto negativo é que a comissão do brechó é 50% sobre venda, ou seja - no final, você apura uns 25% do valor original. 

Aqui em Brasília também dá para contratar pessoas que organizam garage sales ("família vende tudo"). Eles vêem à sua casa, colocam preço nas coisas, recebem as pessoas e realizam as vendas. A comissão dessa turma é menor - 20% sobre as vendas -, mas não há garantia que tudo seja vendido. As garage sales costumam durar um único fim de semana, e a gente tem a impressão que fica muito bagulho para trás. (Não que a gente possua bagulhos, mas enfim.) Além disso, o transporte dos móveis fica por nossa conta. 

Uma terceira alternativa é o garage sale permanente. Pela internet, descobri um moço que tem um galpão no Lago Sul e permite que você exponha lá os bens que quer vender. Ele orienta na hora de dar preço e cobra os mesmos 20%. De novo, o transporte é por sua conta. 

A última e mais trabalhosa opção é fotografar tudo, levantar preços, fazer um blogue ("Lud e Leo vendem tudo") e começar a assediar os amigos, colegas e vizinhos. Essa tática promete ser mais lucrativa, mas demanda mais esforço e talvez estremeça algumas amizades.

Nada que recebê-los no interior da França não resolva, né?

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Impaciência

De tanto em tanto tempo (pelo menos uma vez a cada seis semanas) eu tenho um chiliquinho, achando que falta muito tempo pra gente se jogar no mundo. 19 meses são dias demais.

Por que não vamos de uma vez? Porque faz muito mais sentido, financeiramente falando, ir no final de 2013. Mais dinheiro guardado, nada de multa pela quebra de contrato do aluguel, emprego garantido para o Leo. É muito mais sensato e razoável esperar e planejar e economizar e...

E sei lá. Eu nunca fiz uma loucura na vida; o Leo também não. Não temos filhos, dependentes ou obrigações.  Será que eu preciso mesmo de um plano B tão alinhado? Ou já está na hora de correr pro abraço e pagar pra ver? Frio e fome não vamos passar, porque eu tenho trabalho na volta.

Tanta gente nesse mundo que não se preocupa nem com o mês que vem, e eu aqui tão atormentada. Já que abandonei meu antigo lema ("quem guarda tem"), estou pensando em adotar um novo: "o universo proverá".

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Nós possuímos as coisas ou são elas que nos possuem?

Ontem saíram lá de casa mais duas sacolas grandes de roupas, agasalhos e toalhas. Destino: doação. Dúvida: será que nossas coisas não acabam? Já faz um tempo que estamos despachando sacolas e nem por isso os armários esvaziaram.

É engraçado como é fácil juntar objetos. A gente devia ter uns cinco conjuntos de cama e outros cinco de banho. Precisa de tudo isso? Porque vejam só, não é só a questão de ter gasto dinheiro nesse monte de tecido (que poderia estar aplicado e rendendo, ter sido usado em experiências ou doado para quem precisa). É questão também de guardar esse monte de tecido, em várias gavetas grandes, que estão em um móvel, que ocupa um pedaço do quarto.

Quanto mais coisas a gente tem, mais móveis precisa ter, maior o lugar onde moramos, e mais caro o aluguel/financiamento e o IPTU. Em outras palavras, possuir coisas nos obriga a  guardá-las e mantê-las. E a gente nem sempre pensa no preço (econômico, psicológico, emocional) desse fato.

Não estou recriminando quem quer ter uma casa grande e um monte de posses lá dentro; só estou dizendo que, às vezes, a gente faz "o que todo mundo faz" sem parar para pensar se precisa mesmo, ou se vale a pena ter, cinco conjuntos de cama e outros cinco de banho.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Revistas femininas e eu

Faz um tempo que estou evitando revistas femininas, porque acho que elas incentivam loucamente o consumo e valorizam demais a mulher jovem, magra, bela, de cabelo liso etc. Mas assino uma revista feminina americana e uma francesa: serve para praticar o idioma, aprender termos coloquiais e ver um pouco do dia a dia lá fora. Elas custam mais barato do que as nacionais, mesmo com o frete, e não dá comprar as coisas que elas anunciam mesmo.

Até um tempo atrás, eu achava que elas tinham alguns conteúdos interessantes, especialmente a francesa, já que naquelas bandas a concepção do papel da mulher na sociedade é um pouco diferente (a luta contra o machismo está mais avançada por lá. Santa Simone de Beauvoir conserve!). Só que não durou: a americana virou o baluarte das subcelebridades de reality show, e a francesa está cada vez mais modinha-colunas-assinadas-por-homens-dizendo-como-as-mulheres-devem-se-comportar.

Tanto a revista americana quanto a francesa que eu assino, apesar de razoavelmente diferentes (embora ficando cada vez mais parecidas) fazem parte da mesma franquia: a Glamour. Ela já teve seus tempos áureos: foi a primeira revista americana a ter uma mulher negra na capa, nos anos 60, por exemplo, e sempre lutou para ampliar e proteger os direitos reprodutivos femininos. Hoje ela fez extensas entrevistas com Kim Kardashian, Kelly Osbourne (a filha do Ozzy),  e Lauren Conrad (???).

Então eu tive sentimentos dúbios quando soube que uma edição brasileira estava prestes a ser lançada. Que versão ia chegar aqui? A combativa ou a consumista?

Eu não comprei, é claro, inclusive porque não estou comprando (as revistas foram assinadas antes da decisão, e daqui a pouco elas param de chegar, o que até vai me deixar feliz, porque não estou dando mais conta do tanto de propaganda, tanto nas páginas de publicidade quanto nas "matérias"). Mas parece que não é grande coisa não.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Balanço em números

Vou aproveitar o post da Lud para botar as cartas, quer dizer, os números na mesa, que é o que interessa.

Durante os quatro primeiros meses deste ano tivemos um saldo bem positivo em comparação com os mesmos quatro do ano passado: diminuímos o total dos gastos do quadrimestre em R$ 6.200,00. E olha que algumas despesas aumentaram: o aluguel subiu (em R$ 250) e a Lud está pagando o dobro pelo francês (quatro aulas por semana em vez de duas).

Como conseguimos? O primeiro passo é ter controle. Sabendo onde gastamos, dá para planejar onde economizar. Resolvemos que não íamos mais gastar com restaurantes e saídas (redução de R$ 1.750) e roupas (R$ 1.500). Outra parte iríamos economizar do mesmo jeito: cerca de R$ 1.000 na montagem do apartamento (ano passado estávamos terminando de pagar algumas coisas que compramos ao mudar para cá) e R$ 2.700 de gastos com manutenção do carro (troca pneus e peças).

Sei que não vai dar para o resto do ano ser tão bom assim no aspecto "redução comparativa de despesas". Não teremos esses gastos extras para cortar e no segundo semestre do ano passado a gente já tinha apertado o cinto. Mas contando que não vamos viajar este ano, estou estimando uma queda nos gastos, em 2012, de R$ 20.000,00. É muito dinheiro.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Repasses, representes e a biltrice disso tudo

Para meus pais, quem ganha presente é obrigado a gostar E usar. O que era meio tenso, já que eu sempre recebi presentes espetacularmente nada a ver dos meus padrinhos.

Com o tempo, fui desenvolvendo uma teoria mais razoável: o objetivo do presente é deixar o receptor feliz. Logo, se o presente provoca no receptor vontade de chorar, é praticamente uma obrigação desse último trocá-lo por algo que o deixe feliz (principalmente se o presente for uma obra de auto-ajuda da seção dos mais vendidos).

Também não tenho pudor em passar para frente um presente novinho. Puxa, se eu já tenho/não me serve/não gostei, e é a cara (ou chega perto) de um(a) amiga(o), acho que é a solução mais ecológica (e  econômica, claro). Não sou mala a ponto de dar uma peça de roupa fora do prazo de troca, mas o resto eu ponho na roda.

Agora surgiu um novo dilema: estou desmontando minha casa. Tenho muitas (ok, algumas) cousas belas que acho que as pessoas gostariam. No começo, pensei em sair distribuindo. Depois percebi que ia dar trabalho e gerar ciúmes e talvez minhas coisinhas queridas não seriam valorizadas (afinal, caíram do céu). Aí tive a ideia de transformar os objetos realmente bons em presentes.

O primeiro deles foi uma linda coleção completa do Machado de Assis. Estava nova, custou caro, e era grande e pesada - logo, alvo preferencial na minimalização (já que agora eu tenho a versão eletrônica). Pensei  que seria um ótimo presente de natal para o meu pai, que adora ler. E não é que a irmã D. achou a manobra muito biltre?

O que não impediu meu pai de gostar muito mais do meu presente do que do dela (uma camisa). O interessante é que, se eu tivesse ido ao sebo e comprado exatamente a mesma coleção em condição pior, ela não teria suspirado em reprovação. Irmã D. não entende que dar aos outros o que escolhi para MIM é prova da mais alta consideração.

Logo, não acho que transformar objetos belos e em perfeito estado em presentes seja ruim. Mato dois coelhos "com uma só caixa d'água": minhas coisinhas ficam em boas mãos, e não gasto tanto, o que ajuda nas nossas economias. Por exemplo: tenho uma bolsa em verniz bordô muito linda, comprada em euros e usada pouquíssimas vezes. Sei quem vai gostar mais dela do que de algum presente aleatório comprado na véspera do natal. 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Não compro mais

Economia e minimalismo são duas das estratégias que estamos usando para alcançar nosso objetivo. Em outubro do ano passado, percebemos que eliminar o consumo supérfluo ajudava nas duas. E pronto, decidimos: além de comida, produtos de limpeza e remédios, não compramos mais nada desde então.

Ok, compramos os Kindles e presentes de natal. Os primeiros foram uma ótima aquisição e já se pagaram muitas vezes: com ele, consegui me desapegar de minhas pilhas de volumes, que estão sendo distribuídos entre bibliotecas, sebos e amigos, e pude pedir vale-compras de presente, que se transformaram em inúmeros livros digitais. Sem falar que já estou imaginando a maravilha que vai ser viajar por aí com um monte de guias de viagem e obras temáticas de história e ficção guardadinhos em 170 gramas (é o que ele pesa. Sim, é incrível). Os segundos foram necessários para manter os laços afetivos (mas já estamos convencendo as pessoas a transformar futuros presentes em experiências).

Eu não era de comprar muito, mas confesso que no começo estranhei um pouco. Quase caí no papo de uma botinha linda, sem salto, na promoção. Resisti e, hoje, não sinto falta. Juro. Talvez porque eu tenha passado por uma fase consumista em 2009 e percebido que objetos, depois da primeira empolgação, não me fizeram mais feliz; talvez porque eu não tenha filhos e, portanto, nenhuma vontade de dar-lhes "o que eu nunca tive". 

Ou talvez porque eu seja uma pão-dura das maiores mesmo.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

E as liquidações de começo de ano?

Li em algum lugar que "a promoção é o ópio do pão-duro". A carapuça serviu. Eu sou aquela pessoa que acha que comprar o que quer que seja por uma fração do preço é um ótimo negócio. Ainda que as compras sejam botinha de camurça lilás (verdade), trench-coat jeans (oi?) e calça branca (juro).

A verdade, obviamente, é que tudo que eu comprar por metade ou um terço do valor (sem entrar no mérito sobre se o preço original era aquele mesmo) e não usar é dinheiro jogado fora, não economia. Eu, que adoro as palavras "oportunidade" e "promoção", tenho de ficar esperta.

Em 2012 não vou ter problema com as liquidações de início de ano: não estou comprando nada, ponto. Seria uma boa oportunidade caso eu estivesse precisando de alguma coisa, mas não preciso. Estou perfeitamente equipada para trabalhar, passear e viajar. Já me preocupei ir usar roupas bonitas e coloridas no escritório; hoje não me preocupo. Tenho três calças sociais, quatro pares de sapatos baixos, várias camisas de botão, um monte de casaquinhos (seis, na verdade: esse número precisa ser diminuído urgentemente), tudo sóbrio, confortável e elegante (eu acho).

A irmã I. vem me visitar no fim de semana. Ano passado, ela veio na mesma época e eu a levei para um tour de lojas em promoção (o que resultou na aquisição de um grande número de pares de sapatos). Esse ano ela não corre esse risco.