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domingo, 6 de maio de 2012

Autoconhecimento

Conversando com a amiga F., que também está aderindo ao minimalismo, chegamos à conclusão que um dos benefícios do processo é se conhecer melhor. Quando você se propõe a escolher o que vai e o que fica na sua casa e na sua vida, você descobre o que é essencial e o que é acessório para si mesma. E não só em relação às coisas.

Eu descobri, para minha grande surpresa, que ainda estou em processo de crescimento, mesmo tendo mais de trinta anos. Achava que já tinha minhas certezas e meu estilo de vida e que ia ser para sempre. Só que não.

Ainda bem.

É clichê dizer que a gente muda e aprende sempre. E não sei não, viu: conheço pessoas que parecem não ter mudado nem aprendido nada nos últimos tempos. Eu mesmo passei uma temporada longa achando que estava tudo dominado.

Estou feliz em perceber que ainda há muitas aventuras pela frente. Dentro e fora de mim.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Não compro, mas faço aniversário

E aí aproveito para dizer com todas as letras o que estou ambicionando. Antes eu achava que isso era trapacear, que eu tinha que sofrer e usar as mesmas roupas até que elas começassem a se desfazer, mas depois que isso era bobagem e um desserviço ao minimalismo (quem vai querer adotar uma filosofia de vida que obriga a trajar trapos?). Além disso, já que as pessoas iam me dar presentes mesmo,  podiam muito bem me dar o que eu queria.

Meus amigos trouxeram vinho e chocolate, meus consumíveis preferidos. Minha mãe se lembrou de onde vinham minhas camisas de trabalho e me deu mais uma. Irmã I. e irmã D. perguntaram, com todas as letras, o que eu queria (protetor solar e sapatinho confortável) e providenciaram. 

Já estou pensando nas camisas e nos sapatos que serão despachados. A receita "entra um, sai um" funciona bem para quem não quer acumular, mas eu ainda tenho gordura pra queimar. Comigo é "entra um, saem dois". Ou três. 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Inesperados

Estamos de férias em BH. Como quem não quer nada, jogamos para meus pais que estamos pensando em adiantar a aventura e começar com quatro meses passeando pela Ásia. Eles meio que ignoraram o fato de que o Leo vai ter que batalhar outro emprego quando voltar e mais que depressa se candidataram pra... IR JUNTO.

Gente, eles têm mais de sessenta anos. Meu pai fica mal-humorado quando o almoço atrasa. Minha mãe toma um monte de remedinhos para uma condição auto-imune. Acho que, na hora do vamos ver, não vai dar. Mas fiquei bem orgulhosa com a confiança: eles já viajaram conosco, gostaram da experiência, e nem a perspectiva de hotéis sem água quente e pratos irreconhecíveis os assustou.

* * *

E tem pessoas que não escutam a gente. Falamos e falamos que estamos nos desfazendo das coisas, que não queremos nem precisamos de objetos, que se insistirem em nos presentear preferimos bens consumíveis ou úteis. E as pessoas que não escutam a gente nos ignoram solenemente.

É assim que a gaveta de presentes engorda.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Nós possuímos as coisas ou são elas que nos possuem?

Ontem saíram lá de casa mais duas sacolas grandes de roupas, agasalhos e toalhas. Destino: doação. Dúvida: será que nossas coisas não acabam? Já faz um tempo que estamos despachando sacolas e nem por isso os armários esvaziaram.

É engraçado como é fácil juntar objetos. A gente devia ter uns cinco conjuntos de cama e outros cinco de banho. Precisa de tudo isso? Porque vejam só, não é só a questão de ter gasto dinheiro nesse monte de tecido (que poderia estar aplicado e rendendo, ter sido usado em experiências ou doado para quem precisa). É questão também de guardar esse monte de tecido, em várias gavetas grandes, que estão em um móvel, que ocupa um pedaço do quarto.

Quanto mais coisas a gente tem, mais móveis precisa ter, maior o lugar onde moramos, e mais caro o aluguel/financiamento e o IPTU. Em outras palavras, possuir coisas nos obriga a  guardá-las e mantê-las. E a gente nem sempre pensa no preço (econômico, psicológico, emocional) desse fato.

Não estou recriminando quem quer ter uma casa grande e um monte de posses lá dentro; só estou dizendo que, às vezes, a gente faz "o que todo mundo faz" sem parar para pensar se precisa mesmo, ou se vale a pena ter, cinco conjuntos de cama e outros cinco de banho.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Circulando!

Quando preciso me consolar de estar me desfazendo das minhas coisinhas, penso que os objetos existem para serem usados, e fechados em armários eles não ajudam nada nem ninguém.  Colocá-los de volta no mundo, nas mãos de pessoas que precisam deles ou os querem, é muito melhor.

Seria mais fácil se eu conseguisse pensar em termos de fluxos, feng shui, carma ou similares. Mas sou bem materialista: não acredito em destino ou energia (só nas forças fundamentais: gravitacional, eletromagnética, forte e fraca). Então uso a imaginação mesmo: este livro vai ser lido por um montão de pessoas, estas toalhas vão para um abrigo, estas roupas vão ter novas donas, e por aí vou, alegremente.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Balanço em números

Vou aproveitar o post da Lud para botar as cartas, quer dizer, os números na mesa, que é o que interessa.

Durante os quatro primeiros meses deste ano tivemos um saldo bem positivo em comparação com os mesmos quatro do ano passado: diminuímos o total dos gastos do quadrimestre em R$ 6.200,00. E olha que algumas despesas aumentaram: o aluguel subiu (em R$ 250) e a Lud está pagando o dobro pelo francês (quatro aulas por semana em vez de duas).

Como conseguimos? O primeiro passo é ter controle. Sabendo onde gastamos, dá para planejar onde economizar. Resolvemos que não íamos mais gastar com restaurantes e saídas (redução de R$ 1.750) e roupas (R$ 1.500). Outra parte iríamos economizar do mesmo jeito: cerca de R$ 1.000 na montagem do apartamento (ano passado estávamos terminando de pagar algumas coisas que compramos ao mudar para cá) e R$ 2.700 de gastos com manutenção do carro (troca pneus e peças).

Sei que não vai dar para o resto do ano ser tão bom assim no aspecto "redução comparativa de despesas". Não teremos esses gastos extras para cortar e no segundo semestre do ano passado a gente já tinha apertado o cinto. Mas contando que não vamos viajar este ano, estou estimando uma queda nos gastos, em 2012, de R$ 20.000,00. É muito dinheiro.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Balanço dos meses sem compras

Em agosto de 2011, resolvemos cair no mundo. A partir daí, uma das palavras de ordem passou a ser "economizar". Li um monte de blogues de minimalismo e de consumo responsável, e pronto: decidi que a partir daí íamos ficar sem comprar.

É um desafio sem data fixa para terminar. Isto é, acaba quando nossa aventura começar. E não foi uma promessa impensada, empolgação de momento: é basicamente uma maneira de implementar as nossas metas. Queremos guardar dinheiro e queremos diminuir a quantidade de objetos que possuímos. Então nada de adquirir coisinhas novas, né?

Íamos firmes e fortes até viajarmos, em novembro. Resisti a uma botinha nova (eu já tinha outra, que funcionou perfeitamente bem), mas cedemos na hora de comprar livros (para ler nos trajetos de trem e de avião). Foi aí que nos convencemos que leitores eletrônicos seriam uma ótima aquisição: livros digitais custam mais barato e não ocupam espaço na mala.

Pra completar, comprei um blazer preto (em minha defesa, foi para devolver o que eu tinha pego emprestado da irmã I. há mil anos), um xampu para cabelos brancos (porque eu tinha uns quatro lindos fios branquinhos na cabeça, mas após a aquisição eles imediatamente pararam de se reproduzir e hoje o xampu está encostado) e presentes adiantados de natal. A festa acabou aí, mas o estrago já estava feito.

Balanço da temporada "sem compras" até agora:

1) 4 livros em papel
2) 2 leitores eletrônicos
3) 1 blazer preto
4) 1 xampu para cabelos brancos
5) presentes de natal  (para os outros, então não conta, né?)

Um período menos do que perfeito, mas esforçado.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Você é o que você tem?

Houve um momento em minha vida em que tudo que eu mais queria era sair da casa dos meus pais. Então, comecei a procurar emprego feito doida e a coletar o que eu achava que seria necessário ao meu futuro lar. De ímã de geladeira a agendinha de telefones, passando por todo tipo de utensílios domésticos e móveis usados que quisessem me dar.

Na época, esses objetos me eram muito preciosos. Saber que eles existiam, guardadinhos no meu quarto, aquecia meu coração. Eles não eram lindíssimos ou requintados - e muitos nem eram novos. Mas eles simbolizavam liberdade e independência, e isso fazia com que eles valessem muito para mim.

Quando penso em me desfazer deles, junto com quase tudo que faz parte da minha casa, me dá uma tristezinha? Dá. Mas aí me lembro que eles não são liberdade e independência - eles só a representaram em um momento do passado. Liberdade e independência são atributos meus, não das coisas. Também é assim com os livros: fico um pouco melancólica ao ver que eles se vão, confesso, mas na realidade não estou perdendo nada. Já os li. As histórias e as análises estão dentro da minha cabecinha, não nas páginas de papel dos volumes guardados na estante.

Hoje levei mais livros em inglês para o CIL. Acho que esse foi o último lote.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Desapego e aventura

Quando deixei de ser muito preocupada em relação à minha aparência, todo um novo mundo se abriu para mim. Não estou dizendo que eu não viajaria para o leste asiático na época em que eu achava um pelo encravado na perna uma ofensa pessoal, mas que eu teria mais preocupações na cabeça, além da comida e da cultura diferentes. Como assim, aparecer nas fotos sem corretivo? Usando sempre a mesma roupa? Não posso levar quatro pares de sapato? E as unhas, como vai ser, meu deus?

Parece uma grande bobagem, não? E é. (Estou aqui dando risada.) Sei existem mulheres que navegam sem esforço entre a cara lavada e a maquiagem de baile, mas eu não era assim. Achava muito importante estar sempre maquiada, de salto, na moda. Isso não me impediu de ser ótima aluna e funcionária modelo - não estou dizendo que pessoas arrumadas são burrinhas. Só estou dizendo que hoje eu sou mais feliz.

Hoje em dia meu objetivo é estar adequada à situação. Não preciso ser a mais elegante, a mais fashion, a mais bonita. Isso liberou grandes quantidades de energia e tempo (e um pouco de dinheiro também!). Agora, antes de um casamento, não estou mais entre as pessoas que estão no salão fazendo unha e maquiagem. Fico com a galera que toma umas, toma banho, bota a roupa e vai.

(Batom eu passo no carro.)

segunda-feira, 12 de março de 2012

Aos trancos e barrancos

Eu sou uma pessoa empolgada. Quando decidi ser minimalista, comecei a dar fim a um monte de coisas. Esperava terminar o processo alguns meses depois, com a casa bem mais vazia.

Só que eu não estou apenas minimalizando minha vida. Estou também economizando e me preparando para uma longa viagem. Que vai se realizar daqui a um monte de meses. Resultado: não dá pra ser tão minimalista quanto eu gostaria. Tenho quatro calças jeans, e gostaria de me livrar de duas, mas posso precisar delas ano que vem, e não vou poder/querer comprar outra. Está sobrando xampu no meu banheiro, mas não faz sentido distribuir, porque ainda tenho 20 meses pela frente. E por aí vai.

Então o minimalismo está progredindo com menos ímpeto do que eu gostaria, mas paciência. Talvez o mais importante seja ter um espírito minimalista, e isso eu tento trabalhar sempre.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Não compro mais

Economia e minimalismo são duas das estratégias que estamos usando para alcançar nosso objetivo. Em outubro do ano passado, percebemos que eliminar o consumo supérfluo ajudava nas duas. E pronto, decidimos: além de comida, produtos de limpeza e remédios, não compramos mais nada desde então.

Ok, compramos os Kindles e presentes de natal. Os primeiros foram uma ótima aquisição e já se pagaram muitas vezes: com ele, consegui me desapegar de minhas pilhas de volumes, que estão sendo distribuídos entre bibliotecas, sebos e amigos, e pude pedir vale-compras de presente, que se transformaram em inúmeros livros digitais. Sem falar que já estou imaginando a maravilha que vai ser viajar por aí com um monte de guias de viagem e obras temáticas de história e ficção guardadinhos em 170 gramas (é o que ele pesa. Sim, é incrível). Os segundos foram necessários para manter os laços afetivos (mas já estamos convencendo as pessoas a transformar futuros presentes em experiências).

Eu não era de comprar muito, mas confesso que no começo estranhei um pouco. Quase caí no papo de uma botinha linda, sem salto, na promoção. Resisti e, hoje, não sinto falta. Juro. Talvez porque eu tenha passado por uma fase consumista em 2009 e percebido que objetos, depois da primeira empolgação, não me fizeram mais feliz; talvez porque eu não tenha filhos e, portanto, nenhuma vontade de dar-lhes "o que eu nunca tive". 

Ou talvez porque eu seja uma pão-dura das maiores mesmo.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Eu e a moda, a moda e eu

Já gostei muito de acompanhar tendências, ler revistas, ver desfiles, conferir programas e blogues de moda. Aí veio uma época em que me revoltei com as expectativas da sociedade em relação às mulheres e abandonei totalmente, junto com a maquiagem e os saltos altos.

Primeira surpresa: fora minha mãe, ninguém mais ligou ou reparou. Segunda: deixar de me preocupar com o que eu - e os outros! - estavam vestindo me tornou mais feliz. Terceira: percebi que a moda, hoje, no Ocidente, é uma fabriquinha de criar desejos de consumo. Toda hora surge um produto novo, um outro estilo, uma tendência diferente - se bobear, você fica por conta. E minimalismo e consumo responsável vão na direção contrária, né?

Então hoje em dia eu sou parecida com os personagens da Turma da Mônica. Estou sempre usando o mesmo tipo de roupa: calça, camisa, sapatilha. É confortável, adequado (para o meu dia-a-dia) e eu acho bonito. E que acaba ficando coerente - uma reunião surpresa nunca vai me pegar de saia vermelha balonê. (Nada contra as saias vermelhas balonê ou quem as usa - elas só não combinam comigo.)

Acho elegante essa coerência. E acho ótimo as pessoas se lembrarem do que eu disse e não do que eu estava vestindo.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Guardar o quê mesmo?

No fim do ano passado, estávamos decididos a nos livramos de tudo que possuíamos. Íamos vender, dar e doar todos os móveis, utensílios e eletrodomésticos, incluindo o carro. Só levaríamos o que coubesse em duas malas (pequenas). Depois de passarmos três anos fora, a a gente iria voltar e refazer nossa casinha - só adquirindo o que fosse realmente necessário. A ideia era continuarmos minimalistas pra sempre.

Em certo momento percebemos que algumas coisas fazia sentido guardar. Roupas de trabalho, por exemplo. Pelo menos dois jogos de roupa de cama e banho. Pratos. Faqueiro. Taças. Frigideira. Espátula. Garrafa térmica. Capas de almofadas que minha mãe fez. 

Aí perco o controle da lista e ela vai se estendendo. A vantagem de dar fim a tudo é que não precisa selecionar, entendem? 

Ai, ai. 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Minimalismo nas opções

Como eu disse, eu adoro uma oportunidade. Isso também se aplica à vida. Sou aquela fulaninha que escuta que saiu um edital de concurso, que existe um curso novo na universidade, que o chefe vai iniciar um projeto e se agita toda. O problema é que não há horas no dia que dêem conta de tudo o que eu quero fazer, e nem forças neste corpinho. Resultado: me empolgo demais, me canso rápido, e logo que surge outra novidade largo o que estou fazendo aqui para ir remexer lá. Gasto energia, tempo e não chego a lugar nenhum.

Eu me divirto, é verdade. Mas estou ficando totalmente desmoralizada perante o eleitorado. O Leo já nem reage quando conto para ele meu último plano, seja fazer um mestrado ou aprender alemão. Ele sabe que é só garganta - e que na semana seguinte já vou estar pensando em entrar no balé para adultos ou em um grupo de trabalho no serviço.

Então estou seriamente considerando aplicar o minimalismo às minhas escolhas de vida. Me decidir por um rumo só e ir por ele, firme e forte. Focar no que planejei para 2012: praticar o minimalismo, fazer economia, estudar francês.

Não acho que vai ser fácil. Eu me agarro às possibilidades como me agarrava aos objetos. Fico pensando no amanhã ao invés de viver o hoje e o agora.

Se o minimalismo me ajudar a ter foco, vai ser fantástico.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Minimalismo pra quê?

Para desfazer do supérfluo e concentrar no essencial.
Para descobrir o que preciso de verdade.
Para descobrir o que amo de verdade.
Para ser leve.
Para ser livre.
Para mudar de emprego, de endereço, de vida.
Para pegar a estrada menos usada.
Para perceber que eu me basto.
Para voar.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Desapego no guarda-roupa

A Débora perguntou, em um dos comentários, o que são muitas roupas para mim. É uma ótima pergunta. Tenho pensado a respeito desde o meio do ano passado. Na minha cabeça, tem funcionado assim:

1) toda roupa que eu não uso é demais. Ponto. Eu sei que muitas roupas estão ligadas a belas memórias, mas roupa não é souvenir - é roupa, gente. E se eu não uso, ela não tem utilidade. Passo pra frente.

2) toda roupa que eu uso pouco (duas vezes por ano, por exemplo) é demais. As  moças escutam que "a regra" é ter um vestido diferente para cada festa, e o resultado é um guarda-roupa cheio de lindos, caros e inúteis modelitos. Enquanto isso, os moços botam o mesmo terno do último evento, trocam a gravata se estão de bom-humor, e tá valendo. Inspirada nos moços, separei dois vestidos de festa pretos - um longo, um curto - e me livrei de todos os outros.

3) toda roupa que eu tenho multiplicada é demais. Eu não preciso de dez calças jeans, vinte camisetinhas ou  cinco vestidinhos. Estou escolhendo os meus preferidos - ok, meus dois ou três preferidos - e darei fim ao resto.

4) toda roupa que só combina com uma peça específica é demais. Sabe aquele sapato X que só funciona com a barra da calça Y? Esses foram os primeiros dos quais eu me livrei.

Usando esses princípios, eu já despachei várias sacolas. Mas ainda tenho um bom caminho a percorrer. O mais difícil para mim não é deixar de comprar, mas abrir mão do que eu tenho. Fico imaginando "e se um dia eu precisar?".

Aí respondo para mim mesma: "se um dia você precisar, aí você saí e compra, boba".

* * *
Em termos práticos: eu tinha cinco portas de armário de roupas e sapatos. Agora tenho três, e algumas gavetas estão vazias. Aliás, este post está me inspirando a fazer uma limpa na coleção de cardigans (eu tenho  cinco, cada um de uma cor) e na gaveta de roupas de ginástica (sabe aquelas pessoas que se sentem virtuosas por terem roupas de ginástica, mesmo sem fazer ginástica há tempos? Prazer.)

Inspirações? Aqui:
- um guarda-roupa de 30 peças;
- um guarda-roupa de 10 peças.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Boletim natalino

Natal e consumo aqui no Brasil andam bem juntinhos, né? E como em 2011 eu queria me livrar de objetos (ao invés de recebê-los!), achei que ia passar uns apertos. Mas que nada.

Primeiro porque o natal é uma ótima época para fazer doações. Participamos de duas campanhas e despachamos um par de tênis novinhos do Leo, um monte de camisetas e uma gaveta inteira de material escolar.

Segundo porque avisamos para as famílias que, se alguém quisesse nos presentear, preferíamos itens digitais e/ou consumíveis. E combinamos com os irmãos que, no próximo natal, não trocaremos mais presentes. Vamos usar a grana para fazer um programa juntos, o que vai ser muito mais legal.

Terceiro porque alguns dos presentes que demos foram coisas queridas que a gente não queria jogar fora ou vender, mas dar para quem as apreciasse (o que a irmã D. acha muito biltre, mas eu discordo).

No fim das contas, ganhamos bastante chocolate e vales-compra generosos que serão convertidos em muitos livros digitais (das únicas pessoas que acreditaram que a gente realmente queria itens digitais e/ou consumíveis: minhas irmãs). Demos nossa coleção inteira de DVDs para o tio que adora filmes e nossa coleção completa do Machado de Assis para o meu pai, ávido leitor.

Os chocolates foram comidos, os vale-compras estão virando livros, e nossa casa está mais vazia. Bom demais.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Como faz?

Eu comecei me livrando dos objetos pessoais que eu usava pouco ou de que não precisava. É simples: se você tem poucas roupas, poucos sapatos e poucos cosméticos, sua rotina fica fácil e rápida. Com o tempo que sobra, você pode descansar, passear, ler, encontrar os amigos. Ou dormir (sempre uma opção válida).

Lá em 2010, decidi que eu não queria mais ser decorativa. Os sapatos de salto, as roupas desconfortáveis e os produtos de beleza foram para o fundo do armário. Então, em 2011, eu estava pronta para me livrar deles. Muito foram doados, outros foram para um brechó, alguns os amigos quiseram. Resolvido.

Essa parte foi fácil. Difícil foi despachar aquilo que ainda combinava comigo. Como roupas que obedeciam às minhas novas exigências. Como toalhas e lençóis. Como livros.

Combinavam comigo, mas estavam sobrando. Não preciso de seis gavetas de roupas e quatro de sapatos. Não preciso de um armário cheio de roupa de cama e banho. Quanto aos livros... bem, isso é outra história.

O meu método não é esvaziar um espaço de uma vez. O que eu faço é ir visitando periodicamente uma gaveta/armário/quarto. Cada vez eu tiro um tanto de coisa. Alguns dias depois, percebo que não precisei nem senti falta. Aí volto para eliminar outra camada.

É incrível como a gente tem objetos. É chocante como eu gosto de juntar tralha. Nesse assunto, o Leo é muito superior: ele não pensa duas vezes para dar fim às coisas. Eu estive bloqueando essa tendência dele (como assim, jogar essa caixa/agenda velha/DVDs usados fora? Dá aqui que eu guardo!), mas agora estou deixando que ela corra solta.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Minimalismo e Economia

Em tese minimalismo e economia combinam, mas não necessariamente. A pessoa pode ter poucas coisas e todas serem caríssimas. Ou evitar possuir bens e torrar uma grana em experiências.

Como queremos juntar o máximo de dinheiro até 2013, estamos nos esforçando nos dois objetivos. Se adotados juntos, um reforça o outro, num lindo círculo virtuoso: quanto menos coisas você tem, menos gasta para mantê-las; quanto mais simples sua vida, mais grana você guarda e mais barato é se manter durante um período sem trabalhar.

A gente se achava econômico, mas vimos que temos gordura pra queimar. Cortamos as saídas (a não ser quando recebemos visitas, e aí a gente tenta levá-las a lugares não muito caros); o Leo cancelou o Campeonato Brasileiro, que ele via pela tevê a cabo; paramos com as compras, a não ser comida e remédio, reposições (se não pudermos viver sem) e utilidades para nossa vida futura (Kindle! Kindle!).

As utilidades para nossa vida futura obedecem ao minimalismo e não à economia. O Kindle não custou barato, mas deu coragem para começar a desmanchar nossa biblioteca e permite que a gente ganhe livros digitais de presente. Não vou parar com as aulas de francês porque, se quero morar na França, o primeiro e indispensável passo é aprender a língua. E, ao invés de cancelar a tevê a cabo, acabamos assinando o canal em francês (TV5) por mais R$10/mês - além de treinar o ouvido, ficamos conhecendo um pouco do cotidiano e das preocupações dos futuros conterrâneos.

O jeito é ir equilibrando os meios para chegar ao objetivo.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O Caso do Minimalismo

A melhor definição que vi de minimalismo foi "eliminar o supérfluo para se concentrar no que é importante". Não é bonito? Não é prático? Não é libertador? Eu acho. 

Então agora eu e Leo somos minimalistas. Não, não pão-duros miseráveis ecochatos. Minimalistas, tá ligado?

Na verdade, não somos ainda. Estamos no processo de nos tornarmos. Não é do dia pra noite, não: o minimalismo exige um profundo exame da alma (para descobrir o que é importante) e a prática diária do desapego (para se livrar do supérfluo).

Já faz uns meses que estamos lançando um olhar crítico sobre os nossos bens. Doamos, vendemos ou passamos para frente um montão de roupas, sapatos, livros, DVDs, cosméticos e material escolar que a gente não usa e/ou não precisa. Estamos tentando não adquirir mais objetos. E, mesmo assim, ainda tem muita coisa no nosso apartamento. Não tô falando que é um processo?