Na minha cabeça, eu já estou preparada para morar em um apartamento pequetito ou um studio (quarto, sala e cozinha num mesmo ambiente - pequeno - e banheiro separado). Então, às vezes eu olho para o meu lar atual e fico espantada com o tamanho dele. Três quartos! Dois banheiros! Duas pessoas!
Brinco com o Leo que a gente pode trazer a cama para a sala e viver ali. Como a cozinha é estilo americano, pronto, virava um studio. Mas um studio luxuoso, sabe? Com um bocado de espaço. Encontrei studios para alugar em Paris com 14 metros quadrados. E não eram baratos, não! (Paris é a Brasília europeia. Estou desistindo de morar lá. Acho que vou me contentar com algumas semanas de turismo, e olhe lá. Aposto que é mais divertido mesmo.)
O engraçado é que o apartamento atual não é grande, não (talvez só pelos padrões parisienses). O namorado americano de uma amiga achou que ele era "cozy" (uma expressão simpática que quer dizer aconchegante. E pequeno.)
Mal sabe ele que queremos viver em um lugar muito mais "cozy" ainda.
CINCO dias para pedir licença do emprego, devolver o apartamento e cair no mundo. Contando!
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Guardar o quê mesmo?
No fim do ano passado, estávamos decididos a nos livramos de tudo que possuíamos. Íamos vender, dar e doar todos os móveis, utensílios e eletrodomésticos, incluindo o carro. Só levaríamos o que coubesse em duas malas (pequenas). Depois de passarmos três anos fora, a a gente iria voltar e refazer nossa casinha - só adquirindo o que fosse realmente necessário. A ideia era continuarmos minimalistas pra sempre.
Em certo momento percebemos que algumas coisas fazia sentido guardar. Roupas de trabalho, por exemplo. Pelo menos dois jogos de roupa de cama e banho. Pratos. Faqueiro. Taças. Frigideira. Espátula. Garrafa térmica. Capas de almofadas que minha mãe fez.
Aí perco o controle da lista e ela vai se estendendo. A vantagem de dar fim a tudo é que não precisa selecionar, entendem?
Ai, ai.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Minimalismo nas opções
Como eu disse, eu adoro uma oportunidade. Isso também se aplica à vida. Sou aquela fulaninha que escuta que saiu um edital de concurso, que existe um curso novo na universidade, que o chefe vai iniciar um projeto e se agita toda. O problema é que não há horas no dia que dêem conta de tudo o que eu quero fazer, e nem forças neste corpinho. Resultado: me empolgo demais, me canso rápido, e logo que surge outra novidade largo o que estou fazendo aqui para ir remexer lá. Gasto energia, tempo e não chego a lugar nenhum.
Eu me divirto, é verdade. Mas estou ficando totalmente desmoralizada perante o eleitorado. O Leo já nem reage quando conto para ele meu último plano, seja fazer um mestrado ou aprender alemão. Ele sabe que é só garganta - e que na semana seguinte já vou estar pensando em entrar no balé para adultos ou em um grupo de trabalho no serviço.
Então estou seriamente considerando aplicar o minimalismo às minhas escolhas de vida. Me decidir por um rumo só e ir por ele, firme e forte. Focar no que planejei para 2012: praticar o minimalismo, fazer economia, estudar francês.
Não acho que vai ser fácil. Eu me agarro às possibilidades como me agarrava aos objetos. Fico pensando no amanhã ao invés de viver o hoje e o agora.
Se o minimalismo me ajudar a ter foco, vai ser fantástico.
Eu me divirto, é verdade. Mas estou ficando totalmente desmoralizada perante o eleitorado. O Leo já nem reage quando conto para ele meu último plano, seja fazer um mestrado ou aprender alemão. Ele sabe que é só garganta - e que na semana seguinte já vou estar pensando em entrar no balé para adultos ou em um grupo de trabalho no serviço.
Então estou seriamente considerando aplicar o minimalismo às minhas escolhas de vida. Me decidir por um rumo só e ir por ele, firme e forte. Focar no que planejei para 2012: praticar o minimalismo, fazer economia, estudar francês.
Não acho que vai ser fácil. Eu me agarro às possibilidades como me agarrava aos objetos. Fico pensando no amanhã ao invés de viver o hoje e o agora.
Se o minimalismo me ajudar a ter foco, vai ser fantástico.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
A Grande Aventura
Então no final de 2013 a gente pede licença, fecha o apê e se manda por três anos. E por enquanto é só isso que está certo.
Porque ficamos mudando de ideia. No começo eu fazia questão de estudar pelos menos seis meses de francês na Sorbonne. Depois vi que em Lyon era muito mais barato. Depois adiamos a data, então espero estar fluente em francês até lá.
E eu queria fazer um mestrado na França. Aí o Leo me perguntou se eu queria mesmo ou era só um dos meus ataques de esnobismo horrível. Porque, se pensarmos bem, universidade boa e pública a UnB também é.
Então pensamos em ficar viajando o tempo todo. Ou em nos estabelecermos em cidades legais por alguns meses entre uma viagem e outra. Ou em aprender outras línguas, e então as cidades legais teriam de ser na Espanha ou na Alemanha.
Em suma: no final de 2013 a gente pede licença, fecha o apê e se manda por três anos. E por enquanto é só isso que está certo.
Porque ficamos mudando de ideia. No começo eu fazia questão de estudar pelos menos seis meses de francês na Sorbonne. Depois vi que em Lyon era muito mais barato. Depois adiamos a data, então espero estar fluente em francês até lá.
E eu queria fazer um mestrado na França. Aí o Leo me perguntou se eu queria mesmo ou era só um dos meus ataques de esnobismo horrível. Porque, se pensarmos bem, universidade boa e pública a UnB também é.
Então pensamos em ficar viajando o tempo todo. Ou em nos estabelecermos em cidades legais por alguns meses entre uma viagem e outra. Ou em aprender outras línguas, e então as cidades legais teriam de ser na Espanha ou na Alemanha.
Em suma: no final de 2013 a gente pede licença, fecha o apê e se manda por três anos. E por enquanto é só isso que está certo.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
O Pulo do Gato
Faz muito tempo que queremos morar no exterior. Sempre pareceu um sonho distante, daqueles que ajudam o tempo a passar a passar quando está chovendo, o ônibus está cheio e o trânsito não anda. Afinal, a família e os amigos estão aqui, os empregos estão aqui, entendemos a cultura daqui.
Para completar, o continente com o qual mais flertamos é a Europa, e nosso dinheiro vale bem menos lá. A possibilidade de "diminuir" nosso "nível de vida" nos parecia inadmissível. Viver sem carro, sem faxineira, em um "apertamento"? The horror!
Aí a ficha caiu e percebemos que isso era uma grande bobagem. Que um montão de gente vive sem carro, sem faxineira, em lugares pequenos, e ninguém morre disso, muito antes pelo contrário. Que o obstáculo era mental e que nós éramos mimados (que éramos privilegiados a gente já sabia). Que se simplificássemos nossa vida, se diminuíssemos nossos custos, se não achássemos que a receita de sucesso era "carro do ano/guarda-roupa de grife/imóvel financiado", então as portas do mundo estavam abertas pra nós.
Simples assim.
Para completar, o continente com o qual mais flertamos é a Europa, e nosso dinheiro vale bem menos lá. A possibilidade de "diminuir" nosso "nível de vida" nos parecia inadmissível. Viver sem carro, sem faxineira, em um "apertamento"? The horror!
Aí a ficha caiu e percebemos que isso era uma grande bobagem. Que um montão de gente vive sem carro, sem faxineira, em lugares pequenos, e ninguém morre disso, muito antes pelo contrário. Que o obstáculo era mental e que nós éramos mimados (que éramos privilegiados a gente já sabia). Que se simplificássemos nossa vida, se diminuíssemos nossos custos, se não achássemos que a receita de sucesso era "carro do ano/guarda-roupa de grife/imóvel financiado", então as portas do mundo estavam abertas pra nós.
Simples assim.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
O Caso da Casa
Quando começamos a fazer planos para passar uns anos viajando e/ou estudando pelo mundo, percebemos um grande obstáculo: nossa casa, com tudo que ela tinha dentro.
Explico: em um mundo ideal, a gente trancaria a porta, daria uns pinotes pelo planeta por três anos, e depois voltaria para o apartamentinho lindo. No mundo real, não há dinheiro que dê conta de aluguel, condomínio, IPTU e seguro aqui no Brasil E de pagar as contas no exterior, por mais modestamente do que a gente viva. Devolver o apartamento e deixar tudo em um guarda-móveis? É caro e, segundo alguns parentes, a conservação deixa a desejar.
Arquivamos os planos. Mas continuamos lendo relatos e testemunhos de gente que tirou um período sabático e viajou pelo mundo. E sabe o que um monte delas fazia? Liquidava todas as suas posses e saia por aí, livre, leve e solta.
Primeiro a ideia me deixou chocada. Eu sou tão apegada às minhas coisinhas! Depois, pensei que fazia sentido para algumas pessoas. Você encerra um período da sua vida e fica aberto para oportunidades e experiências.
Aí, uma hora, passei a achar que fazia sentido para nós.
Explico: em um mundo ideal, a gente trancaria a porta, daria uns pinotes pelo planeta por três anos, e depois voltaria para o apartamentinho lindo. No mundo real, não há dinheiro que dê conta de aluguel, condomínio, IPTU e seguro aqui no Brasil E de pagar as contas no exterior, por mais modestamente do que a gente viva. Devolver o apartamento e deixar tudo em um guarda-móveis? É caro e, segundo alguns parentes, a conservação deixa a desejar.
Arquivamos os planos. Mas continuamos lendo relatos e testemunhos de gente que tirou um período sabático e viajou pelo mundo. E sabe o que um monte delas fazia? Liquidava todas as suas posses e saia por aí, livre, leve e solta.
Primeiro a ideia me deixou chocada. Eu sou tão apegada às minhas coisinhas! Depois, pensei que fazia sentido para algumas pessoas. Você encerra um período da sua vida e fica aberto para oportunidades e experiências.
Aí, uma hora, passei a achar que fazia sentido para nós.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
O Caso da Revelação
Faz uns meses que estamos pensando em nos tornar cidadãos do mundo. Neste início de semana, contamos para os progenitores. Esperávamos choro e ranger de dentes mas, para nossa supresa, ninguém se abalou. O máximo que aconteceu foi meu pai perguntar: como vocês vão se sustentar? Ao que respondemos: com as nossas economias. E ficou nisso.
Como a gente mora longe deles há oito anos, talvez não haja muita diferença entre outro estado e outro país. Além disso, há netos (não fornecidos por nós!) que vivem pertinho deles para providenciar diversão. E o mundo está tão globalizado que mudar de continente nem parece assim uma aventura tão grande.
Só que pra gente é! Estamos muito empolgados. E vamos contando por aqui, o que ajudar a organizar as ideias, nossos planos para conquistar o mundo.
Como a gente mora longe deles há oito anos, talvez não haja muita diferença entre outro estado e outro país. Além disso, há netos (não fornecidos por nós!) que vivem pertinho deles para providenciar diversão. E o mundo está tão globalizado que mudar de continente nem parece assim uma aventura tão grande.
Só que pra gente é! Estamos muito empolgados. E vamos contando por aqui, o que ajudar a organizar as ideias, nossos planos para conquistar o mundo.
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